Uma ocorrência de perturbação do sossego em uma festa com som automotivo na Estrutural, no Distrito Federal, terminou em forte tumulto entre agentes de segurança neste domingo (2/7). Policiais do 17º Batalhão da PMDF foram acionados para conter o barulho excessivo, mas a situação escalou para um confronto direto com policiais penais presentes no evento.

O desentendimento começou quando o organizador da festa chamou colegas da polícia penal antes de ser levado à delegacia. Entre eles estava Bruno Teixeira, que acabou ferido, desarmado e preso sob acusações de desobediência, desacato e resistência após intervir na atuação da guarnição militar.

A versão da defesa e os abusos relatados

De acordo com a advogada Elizama Amorim, o agente tentou apresentar sua identificação funcional, mas o documento foi arrancado de suas mãos por um policial militar antes que pudesse se identificar completamente.

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A defesa aponta que o cliente sofreu uso desproporcional da força, sendo derrubado, algemado de forma excessiva e submetido a humilhações. Além disso, há suspeita de motivação discriminatória, pois testemunhas alegam que apenas Bruno Teixeira, que é negro, sofreu a abordagem violenta.

Desdobramentos e investigação

O caso foi encaminhado para a Polícia Civil e será analisado administrativamente pelo Departamento de Controle e Correição da PMDF. A defesa informou que acionará o Ministério Público para apurar suposto abuso de autoridade e racismo.

FONTE/CRÉDITOS: Glaucio teixeira