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A vacinação infantil contra a covid-19 atingiu apenas 5% das crianças pequenas no Brasil com o esquema de três doses completo. O dado foi divulgado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), vinculado ao Ministério da Saúde, em um cenário marcado por internações e óbitos decorrentes da doença.
Eder Gatti, diretor do PNI, pontua que a rede pública dispõe de estoques e contratos firmados para garantir o abastecimento regular. Contudo, o índice alarmante é associado diretamente aos discursos contrários aos imunizantes disseminados nos últimos anos, incluindo manifestações de autoridades da época.
Desde 2024, a recomendação oficial inclui as doses aos 6, 7 e 9 meses de idade, com prazo limite de aplicação até os 5 anos. Apesar disso, a hesitação familiar persiste, alimentada por boatos e informações falsas sobre a segurança dos produtos aplicados nos postos de saúde.
A resistência na adesão à campanha gera impactos diretos na saúde pública. Somente neste ano, mais de 1,1 mil menores de 14 anos precisaram de hospitalização devido a quadros respiratórios graves provocados pelo coronavírus, sendo que 25 óbitos foram registrados na faixa etária.
Desafios na imunização e validade dos imunizantes
O diretor do PNI reforça que o cenário adverso é global, impulsionado pela circulação de boatos que comprometem a principal forma de prevenção contra o vírus. Ele destaca que a responsabilidade recae sobre os propagadores da desinformação, que desestimulam as famílias a protegerem seus filhos.
Outro fator logístico mencionado envolve a especificidade técnica do produto. Os frascos chegam congelados e, após o descongelamento, apresentam validade reduzida de dez semanas, exigindo rápida aplicação para evitar o descarte de doses na rede pública.
Segurança e eficácia comprovadas
Especialistas reforçam que os insumos utilizados passaram por rigorosos testes científicos antes da liberação. Dados de pesquisas acadêmicas demonstram reduções significativas nos casos graves de Síndrome Respiratória Aguda Grave após a introdução da vacina no calendário oficial.
Embora o desafio persista na faixa da covid-19, outras frentes do PNI registram melhorias na cobertura. A regularização de estoques e o planejamento municipal auxiliam no avanço de taxas para diversas doenças imunopreveníveis em território nacional.
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