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A Operação Sociedades Fictícias II, deflagrada pela Secretaria de Economia do DF, revelou um esquema de notas fiscais falsas que resultou em um rombo estimado em R$ 200 milhões aos cofres públicos do Distrito Federal. Duas empresas fantasmas do setor de tecidos movimentaram mais de R$ 508 milhões em documentos fraudulentos.

Essas estruturas atuavam para beneficiar quatro empreendedores localizados no estado de São Paulo, incluindo uma empresa situada na famosa Avenida Faria Lima. A manobra fiscal envolvia a sonegação do ICMS tanto na origem quanto no destino das mercadorias.

Segundo o auditor fiscal Silvino Nogueira Filho, coordenador da ação, as empresas chamadas de noteiras servem apenas para simular a legalidade de operações. Na prática, não existe nenhuma circulação real de mercadorias envolvida nessas transações comerciais.

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O impacto negativo desse tipo de fraude vai muito além da perda de arrecadação tributária. Conforme destacam as autoridades locais, a concorrência desleal acaba prejudicando diretamente os comerciantes honestos que cumprem rigorosamente com suas obrigações fiscais.

As investigações conduzidas pelos órgãos competentes continuam em andamento. O objetivo agora é esclarecer a real origem dos produtos comercializados por meio dessas irregularidades e identificar todos os envolvidos no esquema ilícito.

FONTE/CRÉDITOS: Glaucio Teixeira