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O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira (3/9), novas sanções contra Cuba. Entre os alvos das restrições econômicas está Fidel Ernesto Castro Calis, neto do ex-presidente cubano Raúl Castro, além de cinco entidades financeiras ligadas ao país caribenho.

De acordo com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, as punições atingem o Banco Exterior de Cuba e outras quatro instituições. Washington alega que essas organizações exploram recursos naturais e reservas energéticas para financiar a manutenção do regime político da ilha.

O secretário Marco Rubio destacou que as medidas estão alinhadas à postura do presidente Donald Trump de buscar uma Cuba livre. Segundo o governo dos EUA, a estratégia visa desmantelar redes de financiamento consideradas ilícitas e enfraquecer o aparato de repressão controlado pela família Castro.

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Pressão econômica e reformas em Havana

A ofensiva faz parte de uma campanha mais ampla da Casa Branca para intensificar a pressão sobre Havana. Recentemente, sanções semelhantes foram aplicadas contra outras figuras do alto escalão cubano, incluindo o atual presidente Miguel Díaz-Canel.

Para tentar conter o colapso financeiro, o governo de Cuba aprovou recentemente um pacote com 176 medidas econômicas. O plano busca atrair investidores estrangeiros e privados, marcando uma das maiores aberturas comerciais da ilha nas últimas décadas.

Impactos na população e no diálogo diplomático

Por outro lado, autoridades de Havana criticam a postura de Washington. O governo cubano afirma que o bloqueio inviabiliza a retomada de negociações diplomáticas e pune severamente a população civil.

Atualmente, o país enfrenta uma crise severa, caracterizada pela escassez de combustíveis, alimentos e energia elétrica. A situação é agravada pela forte retração no turismo, que historicamente representa uma das principais fontes de divisas para Cuba, afetando o cotidiano dos cidadãos.

FONTE/CRÉDITOS: Álvaro Luiz