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Em agosto de 2024, a Polícia Civil prendeu o empresário Édson Vander da Silva Júnior dentro do apartamento de luxo de seu ex-agenciado, o jogador do Vasco David Corrêa (conhecido como DVD), em Vila Velha, no Espírito Santo. A prisão decorre de uma investigação sobre tentativa de homicídio ligada ao controle do tráfico de drogas na região metropolitana de Vitória.
De acordo com as autoridades capixabas, Édson conciliava a gestão da carreira do atleta com a liderança de uma facção criminosa no bairro Serra Dourada 3. As investigações apontam que o próprio lateral do Vasco é suspeito de financiar as atividades ilícitas do grupo armado.
O caso ganhou força com a deflagração da Operação A Tropa, que apura a existência de uma organização criminosa interestadual envolvida no comércio ilegal de armas e entorpecentes, além de conexões com facções de grande porte.
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Mensagens comprometedoras e dinâmica do crime
A polícia obteve acesso a conversas no celular do ex-agente que complicam a situação do atleta. Em uma das mensagens, o jogador do Vasco teria endossado a violência contra um rival, afirmando que a vítima "mereceu tomar uns tiros". Em outro diálogo, ao receber a foto de uma pistola, ele sugeriu que era necessário cometer um assassinato para testar o armamento.
Além do empresário, os agentes prenderam Ruan de Freitas Camargo Cruz, de 27 anos. A dupla é acusada de sequestrar um jovem utilizando um veículo clonado. Os criminosos suspeitavam que a vítima estaria repassando informações estratégicas sobre os pontos de venda de drogas para uma facção rival.
Durante a ação, a vítima foi baleada nas costas, mas conseguiu sobreviver ao fingir-se de morta. Após o atentado, a testemunha passou a colaborar ativamente com a delegacia especializada, fornecendo detalhes cruciais que permitiram a identificação e a captura dos envolvidos.
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