O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, apresentou nesta quinta-feira (6/8), durante uma live nas redes sociais, a relação de 47 candidatos ao Senado que receberão seu apoio nas eleições de outubro. Entre os nomes contemplados está o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL). Contudo, o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), acabou ficando de fora da aliança.

Durante a transmissão, Flávio revelou nominalmente os aliados que pretende impulsionar em cada estado. No Piauí, reduto onde Ciro tenta a reeleição, o presidenciável declarou respaldo exclusivo a Tiago Junqueira (PL).

A exclusão de Ciro ocorre após uma tentativa frustrada de Flávio em atrair o PP para a sua coligação presidencial oficial. Além disso, o distanciamento se aprofunda meses depois de o senador piauiense virar alvo de investigações sobre o Banco Master.

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Em maio, Ciro foi alvo de mandado de busca e apreensão na quinta fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro relacionados ao banco de Daniel Vorcaro.

Documentos e mensagens que vieram a público revelaram proximidade entre Ciro e Vorcaro. De acordo com a Polícia Federal, o parlamentar teria recebido vantagens e repasses financeiros do banqueiro.

O portal Metrópoles revelou que Vorcaro tratava Ciro como um de seus grandes amigos. Por sua vez, o senador negou veementemente qualquer irregularidade ligada ao Banco Master.

Lira entra na lista

Em Alagoas, Flávio Bolsonaro oficializou o apoio a Arthur Lira. Até então, o PL contava com Alfredo Gaspar como um dos principais postulantes ao Senado no estado. Gaspar, contudo, abandonou a disputa para ocupar o posto de vice na chapa presidencial de Flávio.

A mudança de cenário favorece diretamente Lira. A candidatura prévia de Gaspar era vista como um risco político para o ex-presidente da Câmara, pois ambos competiriam pelo mesmo eleitorado.

Pesquisas eleitorais apontavam empate técnico entre Gaspar e Lira na disputa pelas duas vagas alagoanas. Nos bastidores, havia o temor de que candidaturas separadas fragmentassem os votos da oposição.

Com Gaspar alçado à Vice-Presidência, Flávio passou a caminhar ao lado de Lira e de Marina Cândia (PSDB) em solo alagoano, consolidando o palanque local.

A estratégia demonstra que, apesar de lançar uma chapa presidencial puro-sangue composta apenas por membros do PL, a campanha busca costurar apoios estaduais estratégicos com siglas como PP, União Brasil, PSD, PSDB, Podemos, Republicanos, MDB e Novo.

FONTE/CRÉDITOS: Maria Laura Giuliani and José Augusto Limão