Espaço para comunicar erros nesta postagem
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP-DF), manifestou-se na última segunda-feira (22/6) no Palácio do Buriti, exigindo uma investigação aprofundada sobre a morte de Vilmar Pereira da Silva, um cadeirante de 49 anos, ocorrida no sábado (20/6) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas. A gestora enfatizou que a condição de frequentador assíduo do local não justifica a ausência de atendimento, um posicionamento crucial diante da tragédia.
A governadora Celina Leão reiterou sua posição, afirmando que, embora Vilmar Pereira da Silva fosse conhecido por frequentar e até "pernoitar" na UPA, essa circunstância não pode servir de pretexto para a negligência no socorro. "Nós determinamos uma apuração rigorosa e imediata", declarou a chefe do executivo distrital.
Ela destacou que, independentemente do status de pessoa em situação de rua ou de frequentador assíduo, todo cidadão tem direito a atendimento digno e eficaz. A falha na prestação de socorro, neste caso, é inaceitável e exige esclarecimentos.
A investigação sobre o óbito de Vilmar Pereira da Silva está em andamento, conduzida tanto pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) quanto por uma auditoria interna promovida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). O objetivo é determinar as responsabilidades e as circunstâncias exatas que levaram à fatalidade.
Secretário de Saúde do DF se posiciona
Na mesma segunda-feira, o secretário de Saúde do Distrito Federal, Juracy Cavalcante, manifestou-se publicamente, comprometendo-se a adotar todas as medidas necessárias para elucidar a morte do homem, que foi encontrado sem vida em sua cadeira de rodas na recepção da unidade. Cavalcante utilizou seu perfil no Instagram para reforçar o posicionamento oficial.
"Não admitiremos e nem aceitaremos qualquer indício de omissão ou ausência de atendimento a qualquer cidadão que busque assistência em nossa rede de saúde", declarou o secretário, sublinhando a gravidade do ocorrido e a política de tolerância zero para falhas no serviço público de saúde.
Iges-DF investiga e esclarece
Em nota oficial, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) confirmou que está "apurando as circunstâncias do óbito". O instituto esclareceu que a vítima, identificada como pessoa em situação de rua, não possuía uma ficha de atendimento aberta na UPA no dia do incidente, o que levanta questões sobre o protocolo de acolhimento.
De acordo com o Iges-DF, ao constatarem a ausência de sinais vitais, os profissionais da UPA acionaram prontamente a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para os devidos procedimentos legais. O instituto reiterou sua total colaboração com as autoridades para os esclarecimentos que se fizerem necessários.
Nossas notícias
no celular
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se