A inclusão digital nas escolas precisa ser acompanhada de pensamento crítico e não apenas da entrega de ferramentas tecnológicas aos alunos e professores.

A avaliação foi defendida pela educadora Daniela Costa, consultora da Unesco para o Brasil, durante o 4º Encontro de Educadores do Século XXI.

O evento ocorreu nesta sexta-feira (14), no Rio de Janeiro, com organização da Firjan.

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Segundo a especialista, não basta apenas fornecer dispositivos sem estabelecer objetivos claros, riscos ou oportunidades de aprendizado.

Avanços e preocupações globais

A consultora apresentou dados que mostram o impacto ambíguo da tecnologia no ensino.

Na China, aulas gravadas distribuídas a milhões de estudantes rurais elevaram o rendimento escolar em 32% e reduziram desigualdades salariais.

Em contrapartida, a mera proximidade de celulares demonstrou potencial de distração em 14 países.

O Brasil conta com diretrizes legais para restringir aparelhos em sala de aula.

Pesquisas e o papel docente

O levantamento do Cetic.br apontou que o YouTube e o TikTok lideram as buscas escolares de alunos do ensino médio, atingindo 89% de uso.

Plataformas de inteligência artificial aparecem em quarto lugar, sendo usadas por 70% dos jovens.

Apesar disso, apenas um terço dos estudantes relata ter recebido orientações sobre falhas dessas tecnologias.

Costa também alertou sobre a queda na formação continuada de professores.

O índice de docentes capacitados caiu de 65% em 2021 para 54% em 2024.

Para a educadora, o apoio e a valorização do professor são fundamentais para o desenvolvimento integral.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil