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A Inglaterra garantiu sua vaga nas semifinais da Copa do Mundo de 2026 após uma vitória por 2 a 1 sobre a Noruega, neste sábado (11), no Hard Rock Stadium, em Miami. Com uma estratégia tática eficiente, focada na anulação de Erling Haaland, e uma performance brilhante de Jude Bellingham, os ingleses retornam à semifinal do torneio pela primeira vez desde 2018, encerrando a surpreendente trajetória da Noruega, que havia eliminado o Brasil.
O destaque absoluto da partida foi Jude Bellingham. O meio-campista do Real Madrid mais uma vez assumiu o protagonismo, marcando os dois gols da Inglaterra na competição e alcançando a marca de seis tentos, igualando Harry Kane como artilheiro da equipe. Além de balançar as redes, Bellingham orquestrou o ataque, acelerou as transições e demonstrou controle em momentos cruciais.
Em contrapartida, Erling Haaland teve uma atuação discreta. Após brilhar contra o Brasil, o atacante norueguês enfrentou uma defesa inglesa sólida e bem postada. Com poucas oportunidades claras e participação limitada na criação, Haaland não conseguiu impor seu ritmo e influenciar o resultado do jogo.
Desde o início, a Inglaterra buscou impor seu ritmo, controlando a posse de bola e explorando o corredor direito. Harry Kane recuava para auxiliar na construção, enquanto Bellingham distribuía o jogo. A Noruega, por sua vez, optou por uma postura defensiva compacta, apostando na marcação e na velocidade para explorar os espaços.
Apesar do domínio territorial, a Inglaterra encontrou dificuldades para criar chances claras de gol. A organização defensiva norueguesa impedia aproximações perigosas à área, forçando os ingleses a tentarem finalizações de média distância e cruzamentos.
O cenário da partida mudou aos 35 minutos do primeiro tempo. Martin Ødegaard iniciou um contra-ataque rápido, acionando Andreas Schjelderup. O atacante dominou a bola na intermediária e executou um chute preciso, que venceu o goleiro Pickford e abriu o placar para a Noruega.
O gol deu ânimo à seleção escandinava, que pressionou e criou mais oportunidades antes do intervalo. Contudo, a Inglaterra reagiu nos acréscimos. Anthony Gordon serviu Bellingham, que avançou entre os marcadores e empatou a partida com um chute cruzado, devolvendo a tranquilidade à equipe inglesa.
Ainda no primeiro tempo, Harry Kane chegou a marcar, mas o gol foi anulado por impedimento após assistência de Bellingham.
A segunda etapa apresentou um jogo mais equilibrado. A Noruega cresceu ofensivamente, explorando bolas aéreas e levando perigo. Haaland exigiu uma grande defesa de Pickford em um cabeceio, e Heggem chegou a marcar, mas o lance foi invalidado por falta sobre o goleiro.
A pressão norueguesa continuou, com Kristoffer Ajer acertando o travessão em um cabeceio após cobrança de escanteio.
Em busca de soluções, o técnico Thomas Tuchel promoveu mudanças, introduzindo Bukayo Saka para aumentar a velocidade pelas pontas. A Inglaterra voltou a criar boas oportunidades, mas não conseguiu converter o domínio em vantagem no tempo regulamentar.
Com o placar empatado, a partida foi para a prorrogação.
No início do tempo extra, a jogada decisiva surgiu. Morgan Rogers arriscou um chute de fora da área, o goleiro Nyland espalmou e Bellingham, atento ao rebote, completou para o gol, marcando seu segundo na partida e colocando a Inglaterra em vantagem.
Nos minutos finais, a Noruega buscou o empate, com substituições e maior pressão ofensiva, inclusive com Haaland sendo substituído. No entanto, a defesa inglesa se mostrou sólida e neutralizou as tentativas escandinavas.
Um pênalti a favor da Inglaterra foi inicialmente marcado, mas revertido pelo VAR após consulta do árbitro.
O apito final selou a classificação da Inglaterra e o fim de uma campanha notável da Noruega, que alcançou as quartas de final de um Mundial pela primeira vez, superando Iraque, Senegal, Costa do Marfim e protagonizando a eliminação do Brasil.
Para a Inglaterra, a vitória representa um marco significativo, recolocando a equipe entre as quatro melhores do mundo após oito anos e mantendo viva a esperança de conquistar o bicampeonato mundial, inédito desde 1966.
Os ingleses agora aguardam o vencedor do confronto entre Argentina e Suíça para conhecer seu próximo adversário na busca pelo título.
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