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O Ministério Público de Goiás (MPGO) deflagrou uma operação para apurar denúncias de crimes sexuais em Goiânia, que teriam sido praticados pelo ex-presidente e líder espiritual de uma comunidade espírita no bairro Jardim Guanabara II. As ações foram realizadas para recolher provas e aprofundar o caso.

Mobilização de força-tarefa especial

A ofensiva mobilizou uma força-tarefa criada pela Procuradoria-Geral de Justiça. O grupo reuniu a 44ª Promotoria de Justiça da capital, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o Centro de Apoio Operacional Criminal (CAO Criminal) e o Núcleo de Apoio às Vítimas (Navita).

A articulação entre os diferentes órgãos do Ministério Público visa dar celeridade às apurações e assegurar assistência integral às possíveis vítimas durante o processo legal.

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Ações de busca e apreensão

Os agentes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão expedidos pelo 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Goiânia. As diligências ocorreram em endereços ligados ao investigado, incluindo a sede da instituição religiosa.

O intuito das buscas foi recolher documentos, dispositivos eletrônicos e outros elementos que possam instruir o inquérito. O material recolhido não teve detalhes revelados pelas autoridades.

Medidas restritivas impostas pela Justiça

Além das buscas, o Poder Judiciário acatou pedidos do Ministério Público e estabeleceu medidas cautelares alternativas à prisão preventiva. Dentre as determinações fixadas estão:

  • Comparecimento periódico em juízo com frequência mensal;
  • Proibição de acessar ou frequentar a sede da comunidade espírita;
  • Impedimento de participar de celebrações ou eventos da entidade, mesmo em outros locais;
  • Acesso judicialmente autorizado aos dados telemáticos do investigado.

As restrições buscam evitar qualquer tipo de interferência nas apurações e afastar o suspeito dos ambientes frequentados pela comunidade enquanto o caso é analisado.

Continuidade do inquérito

As apurações continuam a cargo do MPGO. As autoridades ainda não detalharam a quantidade de vítimas, o período das ocorrências ou a especificação exata das condutas atribuídas ao religioso, cuja identidade permanece preservada.

Não há registro de decretação de prisão contra o suspeito. O cumprimento das cautelares reflete uma etapa de apuração, vigorando o princípio da presunção de inocência e o direito à ampla defesa.

FONTE/CRÉDITOS: Glaucio teixeira