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Visando conter desgastes políticos antes do início da campanha em 16 de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL) definem participações pontuais nos debates eleitorais. A estratégia cruzada entre os líderes nas pesquisas busca proteger os candidatos de ataques diretos e consolidar votos de eleitores indecisos até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
No comitê de Flávio Bolsonaro, a orientação é faltar aos encontros caso o atual chefe do Executivo não compareça. Aliados argumentam que, sem o petista no estúdio, o parlamentar viraria o único alvo de concorrentes como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), que disputam o mesmo eleitorado conservador.
A cautela do senador aumentou após sobressaltos na pré-campanha. A equipe teme que os confrontos ao vivo reabram temas delicados, incluindo a relação com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e as investigações sobre o caso das rachadinhas.
Datafolha aponta vantagem petista
Levantamento divulgado em 24 de julho reforça o cenário de disputa acirrada entre os dois nomes:
- Primeiro turno: Lula lidera com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 32%.
- Segundo turno: O presidente soma 48% contra 43% do senador do PL.
- Tendência: Lula oscilou positivamente de 47% para 48%, enquanto Flávio permaneceu com 43%.
- Metodologia: A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 139 municípios entre 22 e 23 de julho, com margem de erro de dois pontos e 95% de confiança.
Dúvidas também cercam a campanha de Lula
No PT, defende-se que Lula participe de no máximo dois encontros televisivos, confirmando presença apenas no debate da TV Globo. A intenção de dirigentes é blindar o presidente contra a oposição unificada de nomes como Caiado e Augusto Cury (Avante).
O primeiro teste do calendário será o confronto da Band, remanejado do dia 16 para 23 de agosto. Parte dos estrategistas petistas teme que a ausência do presidente repita o erro de 2006, quando a falta no debate final abriu espaço para críticas e forçou a disputa do segundo turno contra Geraldo Alckmin.
Apesar do receio de sobrecarga, interlocutores veem nos confrontos diretos a chance de enfrentar Flávio cara a cara. Enquanto não define a agenda de debates, Lula priorizará sabatinas de grande alcance, como a já confirmada na Record, e formatos digitais como podcasts.
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