A candidata ao Senado Marina Silva (Rede) declarou que não pretende retornar ao comando do Ministério do Meio Ambiente caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito. Em entrevista concedida ao portal Metrópoles em São Paulo, ela destacou que sua missão na pasta foi cumprida e que sua atuação futura deve se concentrar no Congresso Nacional.

Durante a conversa, a ex-ministra enfatizou a necessidade de unir esforços entre economia, ecologia, direitos humanos, educação e segurança pública. Ela destacou conquistas de sua gestão, como a ampliação do combate aos crimes ambientais, o avanço no acordo Mercosul-União Europeia e a retomada de unidades de conservação, apontando um aumento de 120% no orçamento do ministério.

Sobre a controversa exploração de petróleo na Foz do Amazonas, Marina esclareceu que os processos seguem rigorosos critérios técnicos determinados pelo Ibama, independentemente de opiniões políticas. A autarquia atua de forma técnica, embora o Ministério Público Federal tenha solicitado anteriormente a suspensão do licenciamento devido a apontamentos pontuais.

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Caso seja eleita senadora, a líder ambientalista pretende priorizar uma agenda voltada à prosperidade e à sustentabilidade. Ela defende a criação de um marco regulatório para lidar com a emergência climática permanente, prestando apoio direto aos municípios brasileiros que enfrentam eventos extremos decorrentes das mudanças no clima.

No cenário político paulista, Marina criticou a gestão do atual governador Tarcísio de Freitas. Ao lado de aliados como Fernando Haddad e Simone Tebet, ela relatou ter percebido insatisfação entre prefeitos do interior e professores estaduais, contrapondo o modelo administrativo atual com propostas voltadas para o fortalecimento da educação pública.

FONTE/CRÉDITOS: Rebeca Ligabue and Alessandra Ferreira