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As motocicletas estiveram presentes em dois de cada três acidentes graves ou fatais registrados na cidade de São Paulo entre janeiro e agosto, conforme dados do Infosiga.

Nos primeiros oito meses do ano, 334 condutores de motocicletas perderam a vida no trânsito da capital. O número representa um crescimento de 6,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior, marcando o recorde da série histórica iniciada em 2015.

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De acordo com informações do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP), das 658 ocorrências fatais na metrópole, as motos participaram de 57,9%, somando 381 casos e 388 vítimas fatais.

Vale destacar que nem sempre o óbito atinge quem conduzia o veículo. O impacto pode envolver pedestres atingidos durante a circulação urbana.

A participação desses veículos é ainda mais expressiva nos episódios classificados como graves. Dos 1.407 registros totais, 1.009 envolveram motocicletas, o que equivale a 71,7%.

As colisões representaram 77,2% dos episódios gerais com motos. No entanto, nos casos que resultaram em mortes, essa proporção diminui para 46,2%.

Reportagem anterior do Metrópoles intitulada “Mete Marcha” apontou que aplicativos de entrega incentivam a alta velocidade por meio de metas e bonificações por tempo, em um formato similar a jogos.

Profissionais que atuam nas ruas conhecem bem os perigos diários. O motoboy Vagner Barcelos, de 45 anos, já enfrentou uma ocorrência grave na capital.

“Todos os dias, a gente vê um irmão acidentado nas vias. Só tem uma maneira de sobreviver em trânsito como o de São Paulo, de grande metrópole. É andar bem devagar, devagar mesmo, para que quando aconteça não seja grave”, relata o trabalhador.

O que diz a Prefeitura de SP

A Prefeitura de São Paulo, por intermédio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), declara desenvolver ações contínuas para proteger motoristas, pedestres e ciclistas.

“A CET realiza durante todo o ano atividades educativas e possui iniciativas voltadas à segurança, destacam-se a Faixa Azul, com 233,3 km em 46 vias, beneficiando cerca de 500 mil motociclistas por dia”, pontua a nota oficial.

A administração municipal cita ainda o programa voltado a pontos críticos, a criação de áreas com limite de velocidade reduzida e o reforço na fiscalização eletrônica e educativa.

FONTE/CRÉDITOS: William Cardoso