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A recente greve dos Correios, iniciada na última quinta-feira (10), tem deixado consumidores e pequenos vendedores sem nenhuma previsão para a chegada de encomendas em diversas regiões do país. Relatos obtidos pela reportagem apontam atrasos severos além dos prazos oficiais, falhas constantes na atualização do rastreamento e grandes dificuldades relacionadas a pedidos de reembolso do frete pago.

Entre os afetados está Mariana Greco Mantovani, jovem de 20 anos que comanda a loja Sweet Wishes Store. Especializada em itens colecionáveis, como produtos da franquia Monster High, Funko e cartas de Pokémon, ela relata que possui caixas estagnadas desde o início do mês, acumulando cerca de oito encomendas de clientes.

A situação complica diretamente o relacionamento com os compradores. Mariana precisa justificar os atrasos individualmente, mas esbarra na falta de novas previsões por parte da estatal, o que gerou até o momento a exigência de reembolso em uma das vendas.

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“Como trabalho com itens colecionáveis, se a encomenda é de algo muito específico, existe um grande risco de eu ficar com o item parado em casa. Acaba sendo um grande prejuízo”, pontua a comerciante sobre os impactos da paralisação em seu negócio.

Consumidores relatam transtornos

Plataformas de reclamação registraram diversos problemas com prazos no mesmo período. Em São Vicente, no litoral paulista, um cliente pagou por um envio expresso que chegou à cidade, mas permaneceu retido por dias. Já em São Carlos, um pacote com documentos cruciais para uma viagem agendada não chegou a tempo.

Posicionamento da estatal

Em nota oficial, os Correios informaram que acionaram o Plano de Continuidade de Negócios para tentar preservar o fluxo postal. A diretoria destacou o remanejamento de cargas e o uso de servidores administrativos em mutirões de entrega para mitigar os transtornos à população.

A paralisação ocorre em um momento delicado de reestruturação financeira. A empresa busca viabilizar novos empréstimos bilionários junto a instituições financeiras privadas com garantia do Tesouro Nacional para tentar estabilizar suas contas.

FONTE/CRÉDITOS: Léo Carvalho