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O pé de maconha apreendido durante uma ação de campanha do candidato a deputado federal Dário de Moura, conhecido como Dário 4e20 (PSol), na Praça Sete, no centro de Belo Horizonte, poderá ser devolvido.

De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a restituição depende da comprovação de propriedade legítima e da procedência lícita do material. O item permanece retido enquanto for útil às investigações.

Existe uma autorização judicial para cultivo e uso medicinal de cannabis, mas o documento foi emitido em nome de terceiros. Se ficar comprovado que o exemplar apreendido está coberto por essa licença, a devolução passa a ser juridicamente possível.

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Conforme o boletim de ocorrência, a planta foi encaminhada para a Célula de Recebimento, Guarda e Destinação de Materiais do Termo Circunstanciado de Ocorrência (CREDS-TC).

O que aconteceu na Praça Sete

A planta foi levada por Dário para a Praça Sete com o intuito de exibir o vegetal ao público e debater propostas ligadas à legalização. Na abordagem, a equipe apresentou uma decisão da Justiça Federal que permitia o cultivo exclusivo para fins medicinais.

Os policiais militares constataram que a autorização pertencia a Daniel Costa Cruz, presente no local, mas a responsabilidade pelo transporte naquele momento era do candidato. Como o documento não contemplava a exposição pública, o caso foi registrado como porte para consumo próprio.

A corporação informou que não encontrou indícios de comercialização. Dário foi orientado e liberado imediatamente no local. Devido ao volume, a planta não coube em embalagens comuns e foi transportada no camburão.

Destino da substância e perícia

A legislação prevê que plantações ilícitas sejam destruídas, mantendo apenas a quantidade necessária para perícia. No entanto, o futuro exato do material recolhido ainda não foi definido pelas autoridades competentes.

A Polícia Civil instaurou um procedimento preliminar para esclarecer os fatos, verificar a existência de infração penal e analisar a validade da documentação apresentada durante a abordagem.

Declarações do candidato

Durante a repercussão do caso, Dário afirmou que o maior problema do Brasil não é a cannabis, mas o consumo de álcool. O candidato declarou que não recomenda o uso de substâncias por jovens, mas pontuou que as bebidas alcoólicas causam danos mais severos à população.

Para ele, a proibição não substitui o diálogo aberto. O candidato defendeu que os adolescentes recebam informações claras sobre os riscos para tomarem decisões conscientes.

FONTE/CRÉDITOS: Larissa Ricci and Thiago Bonna and Raphael Veleda