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A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (5), mostra o presidente Lula na liderança com 39% das intenções de voto para o primeiro turno, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que subiu dois pontos e alcançou 30%. O levantamento indica um acirramento na disputa entre os dois principais cotados ao Planalto.
Na simulação de primeiro turno, 13% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou que não votarão em ninguém. Além disso, 4% dos eleitores consultados disseram que ainda não decidiram o seu voto.
No cenário de segundo turno entre os dois nomes, a vantagem do atual presidente encolheu. Lula variou de 45% para 44%, enquanto Flávio Bolsonaro avançou de 37% para 39%. Com a movimentação, a distância entre eles caiu de oito para cinco pontos percentuais.
Ganho de espaço na direita
Segundo avaliação do cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, a reorganização do eleitorado de direita favoreceu a recuperação do senador. Episódios recentes, como a aproximação com Michelle Bolsonaro e os desdobramentos da decisão do STF sobre as visitas ao pai, Jair Bolsonaro, impulsionaram a pré-candidatura de Flávio.
Esse novo cenário fez com que eleitores antipetistas retomassem o apoio ao nome de Flávio Bolsonaro. As intenções de voto no senador cresceram de 74% para 81% entre os eleitores de direita não bolsonaristas, e subiram de 91% para 95% entre o grupo bolsonarista.
O cientista político ressalta, no entanto, que as variações estatísticas registradas entre os cenários analisados estão situadas dentro da margem de erro do levantamento.
Simulação com Ronaldo Caiado
A pesquisa testou ainda um segundo turno entre Lula e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). O atual presidente manteve 45% da preferência, enquanto Caiado oscilou positivamente um ponto, alcançando 37%, o que mantém uma vantagem de oito pontos para o petista.
Dados técnicos da pesquisa
O levantamento da Genial/Quaest foi realizado entre 31 de julho e 3 de agosto, com 2.004 entrevistas presenciais. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.
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