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A nova pesquisa Quaest divulgada nesta semana acendeu o sinal de alerta no governo ao mostrar o presidente Lula empatado numericamente com Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições, ambos com 41%. A menos de um mês do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, o levantamento aponta o derretimento da vantagem do petista diante do aumento de sua desaprovação e do avanço da oposição nas intenções de voto.

Desaprovação do governo e rejeição em alta

O levantamento revela que a desaprovação da gestão de Lula subiu de 48% para 50%, enquanto a aprovação caiu para 43%. A rejeição pessoal ao presidente atingiu 53%, patamar próximo aos 55% de Flávio Bolsonaro. O desgaste ocorre mesmo com Lula em ritmo intenso de viagens, presença constante nas ruas e maior tempo na propaganda de rádio e televisão.

Analistas destacam que a vantagem de oito pontos que o atual presidente mantinha em julho desapareceu totalmente. Em pesquisas telefônicas internas da campanha durante o fim de semana, o rival já aparecia ligeiramente à frente em simulações de segundo turno, acentuando a preocupação entre os interlocutores do governo.

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Impacto do STF e preocupação com corrupção

O recuo nas intenções de voto coincide com o desgaste enfrentado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A percepção da corrupção como maior problema do país cresceu após treze ministros aposentados pedirem apuração sobre desdobramentos do caso Banco Master, que envolveu o ministro Alexandre de Moraes, associado por parte do eleitorado à figura de Lula.

A crise foi explorada politicamente pela oposição na Avenida Paulista. O governador Tarcísio de Freitas cobrou respostas do tribunal, enquanto Alfredo Gaspar, vice da chapa de Flávio, criticou diretamente a ligação entre o presidente e o magistrado para inflamar seus apoiadores.

Economia e tabus históricos

Apesar de dados macroeconômicos positivos na geração de empregos e renda, 72% dos eleitores relatam estar endividados, o que afeta diretamente a percepção sobre a economia. Nesse cenário de insatisfação, Flávio tenta se consolidar e quebrar a tradição de que candidatos colocados em segundo lugar no primeiro turno raramente revertem o placar final na Presidência.

Por outro lado, o Planalto teme entrar para o seleto grupo de governantes que não alcançaram a reeleição. Históricamente, Jair Bolsonaro foi o único presidente a fracassar na busca por um segundo mandato consecutivo desde a redemocratização, tabu que Lula tenta desesperadamente evitar.

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FONTE/CRÉDITOS: Ricardo Noblat