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A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou, nesta segunda-feira (21/9), uma operação contra uma quadrilha ligada ao Terceiro Comando Puro (TCP) investigada por frequentes roubos de cargas. Segundo as autoridades, o bando causou um prejuízo estimado em mais de R$ 2 milhões em pelo menos quatro grandes assaltos, nos quais também retiravam dezenas de pneus antes de abandonar os veículos.

Confronto e cumprimento de mandados

Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC-CAP) saíram para cumprir ordens judiciais de busca e apreensão nos bairros de Parada de Lucas, Cordovil e Barra da Tijuca. Durante as diligências em Vigário Geral, equipes policiais foram atacadas a tiros por criminosos armados, dando início a um confronto. Não houve registro de feridos no tiroteio.

Esquema de desmonte dos veículos

As apurações apontam que os assaltantes não focavam apenas nos produtos transportados. Os caminhões eram sistematicamente depenados, perdendo rodas, pneus e componentes mecânicos. A Polícia Civil investiga a existência de uma rede articulada voltada para o transporte e a receptação desse material automotivo no mercado clandestino.

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Em uma das ações, os criminosos interceptaram uma remessa de carne avaliada em mais de R$ 318 mil e retiraram dez pneus do veículo, impedindo qualquer chance de locomoção. Um adolescente envolvido nesse episódio acabou identificado e apreendido posteriormente pelos policiais.

Cargas milionárias e violência nas abordagens

Outro caso documentado envolveu o roubo de produtos da Nestlé somando mais de R$ 500 mil. Na ocasião, o grupo criminoso arrancou 18 pneus completos e os estepes da carreta.

Em uma abordagem armada na Avenida Brasil, criminosos armados com fuzis renderam um caminhoneiro e o forçaram a dirigir até o Complexo da Maré. No local, descarregaram mais de R$ 1 milhão em carnes e desmantelaram os rodados do veículo de transporte.

A violência do grupo também ficou evidente no Chapadão, onde utilizaram até uma retroescavadeira para arrombar o baú de um caminhão. Foram levados R$ 210 mil em biscoitos da marca Piraquê, além de ferramentas e seis pneus.

FONTE/CRÉDITOS: Mirelle Pinheiro