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O candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem (Novo), apresentou uma notícia-crime na Justiça Eleitoral contra a também candidata Manuela D’Ávila (PSol) por disinformação eleitoral. A ação, protocolada na última sexta-feira, acusa a adversária de divulgar boatos falsos sobre um doador de sua campanha.

Segundo o parlamentar, as postagens feitas por Manuela nas redes sociais associam indevidamente o empresário Rui Denardin, apoiador de sua campanha, a atividades ilícitas. Diante disso, a defesa de Van Hattem solicitou que a Polícia Federal instaure um inquérito para apurar o caso.

A representação judicial aponta que, em publicações no Instagram, a candidata do PSol vinculou Denardin ao Banco Luso Brasileiro. Ela alegou que o empresário teria realizado lavagem de dinheiro para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Em um dos vídeos compartilhados, Manuela afirmou que um "senhor que lavou dinheiro para o PCC" financiou a campanha do candidato do Novo. Em outra postagem, ela se referiu ao doador como acionista de uma instituição financeira sob investigação.

Os advogados de Van Hattem contestam veementemente as acusações. Eles destacam que o Tribunal Regional Eleitoral já determinou a remoção imediata de quatro publicações da candidata por falta de provas.

De acordo com a decisão liminar, os documentos apresentados por Manuela não comprovam a ligação de Denardin com a facção. O magistrado responsável ressaltou que as investigações citadas diferenciam claramente a pessoa jurídica do banco da figura do empresário.

A Justiça Eleitoral reforçou que investigações contra empresas não podem ser atribuídas automaticamente aos seus sócios ou doadores sem provas individualizadas. Por isso, a acusação de lavagem de dinheiro foi classificada como inverídica pelo tribunal.

A defesa também alertou sobre o alcance das postagens, que tiveram milhares de interações após Manuela pedir engajamento aos seguidores. Os advogados pedem agora que o Instagram preserve as provas e que outros propagadores da mentira sejam identificados.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Salgado