A PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal) desarticulou, na última sexta-feira (5/6), uma organização criminosa especializada no furto de combustível que operava em Ceilândia. Através de um túnel subterrâneo cavado em uma residência alugada, o grupo acessava o oleoduto da Petrobras, tendo subtraído aproximadamente 100 mil litros de insumo somente na última semana.

A ofensiva, denominada operação Estige, identificou que os criminosos se estabeleceram no condomínio Vista Bela há cerca de três meses. A estrutura montada para o desvio apresentava graves ameaças à segurança pública, com riscos iminentes de explosão e danos ambientais severos em uma área densamente povoada.

Riscos de explosão e desabastecimento

Segundo o delegado Fernando Fernandes, da 19ª Delegacia de Polícia, o manejo clandestino do duto poderia causar uma tragédia de grandes proporções. Especialistas da Transpetro indicaram que uma explosão no local atingiria um raio de 3 quilômetros, colocando em perigo milhares de moradores da região.

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Além do risco humano, a prática criminosa ameaçava o suprimento de combustíveis em um eixo que liga o Distrito Federal a estados como São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Entre os detidos, um dos homens é reincidente, tendo sido preso há dois anos pelo mesmo tipo de crime contra o patrimônio público.

Penalidades e tipificação criminal

Os suspeitos responderão por uma série de delitos, incluindo furto qualificado com rompimento de obstáculo, associação criminosa e crimes contra a incolumidade pública. Somadas, as penas para o concurso material de crimes podem variar entre 5 e 20 anos de reclusão.

O nome da operação, Estige, remete ao rio mitológico do submundo grego, uma alusão ao fluxo clandestino e oculto sob a terra que os investigadores conseguiram interromper. Inicialmente, quatro pessoas foram detidas, mas as investigações confirmaram o envolvimento direto de três suspeitos no esquema.

FONTE/CRÉDITOS: Radar Valparaíso