No primeiro semestre de 2026, ocorrências com pipas na rede elétrica deixaram cerca de 70 mil consumidores sem energia em Goiás. A informação foi divulgada pela concessionária Equatorial Goiás, que registrou 288 casos no período e faz um alerta sobre os perigos da prática durante as férias escolares e dias de ventos fortes.

Conforme a empresa, o desligamento de um único alimentador — circuito que abastece milhares de residências — aciona mecanismos automáticos de proteção. Isso paralisa o fornecimento em bairros inteiros para conter danos maiores.

Mecanismo de risco e o perigo do cerol

O gerente do Centro de Operações Integradas da Equatorial Goiás, Vinicyus Lima, explica que o perigo se intensifica quando a pessoa tenta resgatar a pipa presa. Ao puxar a linha, os cabos elétricos balançam e podem se tocar, atingir árvores ou romper.

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Além disso, o uso de cerol ou linha chilena agrava a situação, pois o atrito pode danificar a camada protetora dos cabos. Esses cortes no fornecimento afetam também serviços essenciais como hospitais, comércios, escolas e semáforos.

Recomendações e canais de emergência

A distribuidora orienta que a população jamais tente retirar materiais presos à fiação com escadas ou varas. Em ocorrências com fios partidos, a orientação é manter distância, isolar a área e ligar imediatamente para o Corpo de Bombeiros (193) ou para a Equatorial Goiás (0800 062 0196).

A prevenção exige soltar pipas longe da fiação elétrica, evitar fios metálicos e garantir a supervisão de adultos. A conscientização coletiva segue sendo fundamental para evitar graves acidentes e apagões em Goiás.

FONTE/CRÉDITOS: Jornal Democrático