Um terremoto no Japão de magnitude preliminar 7,1 atingiu a província de Kumamoto, na ilha de Kyushu, nesta terça-feira (28). Pouco tempo após o abalo sísmico, uma forte explosão foi registrada no centro comercial Aeon Mall Kumamoto, situado no município de Kashima.

Vídeos veiculados pela imprensa local exibem o momento do estrondo, acompanhado por uma densa nuvem de fumaça sobre o estabelecimento. Imagens de sobrevoo mostraram paredes destruídas, trechos do teto colapsados e a estrutura interna completamente visível.

A origem do incidente ainda é investigada. Embora testemunhas relatem ter sentido cheiro de gás nas imediações, as autoridades públicas ainda não confirmaram oficialmente essa causa.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

Evacuação rápida evitou tragédia maior no shopping

O tremor ocorreu por volta das 16h27, no horário local. Imediatamente após os primeiros tremores, a equipe do shopping iniciou a retirada emergencial dos frequentadores.

Graças à ação rápida, cerca de 200 pessoas foram evacuadas do local antes da explosão, que aconteceu aproximadamente uma hora depois do abalo.

Contudo, a emissora pública NHK informou que entre 20 e 30 funcionários ficaram incomunicáveis devido ao desabamento parcial. Algumas vítimas foram salvas dos escombros e levadas a hospitais locais.

Os trabalhos de resgate enfrentaram sérios obstáculos provocados pelos riscos contínuos de réplicas e novos desabamentos. O balanço final de atingidos segue sob atualização.

Estrutura do centro comercial ficou devastada

O Aeon Mall Kumamoto sofreu danos severos, com paredes arrancadas e setores inteiros reduzidos a ferro e escombros. Partes do segundo pavimento desabaram por completo.

Com cerca de 200 lojas, complexo de cinema e amplo estacionamento, o local era um dos polos econômicos mais frequentados da região, atraindo milhões de visitantes ao ano.

Curiosamente, o estabelecimento havia sido reaberto em 13 de junho de 2026, após uma vasta reforma que marcava os dez anos do devastador abalo de 2016. Na ocasião, os gestores haviam reforçado as medidas de segurança antissísmica.

Epicentro raso intensificou tremores na região

Registrado em Kumamoto, no sudoeste do país, o abalo ocorreu a uma profundidade estimada de dez quilômetros. Por ser considerado raso, o sismo causou um impacto ainda mais intenso na superfície.

O tremor atingiu o grau máximo na escala de intensidade sísmica do país em certas localidades. Vibrações também foram percebidas em províncias vizinhas, como Fukuoka, Kagoshima e Saga.

Alerta de tsunami e paralisação de transportes

A Agência Meteorológica do Japão chegou a emitir um alerta temporário de tsunami para áreas próximas aos mares de Yatsushiro e Ariake, orientando moradores a buscarem abrigo em pontos altos. O aviso foi suspenso cerca de duas horas depois.

Além da explosão, o sismo provocou colapsos em residências, edifícios, estradas e pontes, além de incêndios e cortes de energia. Trens de alta velocidade foram paralisados e um comboio descarrilou na estação de Yatsushiro.

Danificações também foram vistas no Castelo de Kumamoto, e a pista do Aeroporto de Aso Kumamoto precisou ser temporariamente interditada. Já as usinas nucleares da região não apresentaram anomalias.

Histórico de tragédia na província de Kumamoto

A província já havia sido devastada em abril de 2016 por tremores de magnitude 7,3, que resultaram em mais de 50 mortes e deixaram milhares de desabrigados. Uma década depois, a região ainda recuperava suas estruturas quando foi atingida pelo novo abalo.

As forças de segurança e órgãos de emergência continuam mobilizados no resgate. As autoridades recomendam que os moradores sigam apenas boletins oficiais e mantenham distância de locais danificados.

FONTE/CRÉDITOS: DM Online