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Lucimar das Neves Ferreira, um dos sobreviventes do acidente com o Césio-137 em Goiânia, faleceu aos 53 anos no último sábado (25). A informação foi confirmada pela Associação das Vítimas do Césio-137, sem que a causa do óbito fosse divulgada publicamente.
Quando a tragédia ocorreu em 1987, Lucimar tinha 14 anos de idade. Sua família foi diretamente atingida pela contaminação do material radioativo obtido de um aparelho de radioterapia abandonado.
Ele era irmão de Leide das Neves Ferreira. A menina tornou-se o símbolo mais conhecido do desastre após ingerir partículas do pó radioativo e falecer semanas depois da exposição.
O caso teve início em setembro de 1987, quando catadores acharam o equipamento em uma clínica desativada no centro da capital goiana. Ao desmontarem o item, expuseram uma cápsula com cloreto de césio.
O material liberou um pó azul brilhante que contaminou diversas pessoas, objetos e locais. A Secretaria de Estado da Saúde registrou centenas de casos de contato direto e indireto com a radiação em Goiás.
Assistência às vítimas
Para lidar com os impactos, o Governo de Goiás fundou em 1988 a instituição voltada para prestar assistência médica e social aos afetados pela radiação.
Atualmente, o monitoramento dos sobreviventes continua por meio do Centro Estadual de Assistência aos Radioacidentados Leide das Neves (CARA), ligado à saúde estadual.
Passadas quase quatro décadas, a morte de Lucimar relembra os reflexos duradouros do maior acidente radiológico da história ocorrido fora de usinas nucleares.
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