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O Projeto de Lei 2764/26 oficializa o cultivo de café como alternativa válida para a recuperação de terrenos modificados na Amazônia Legal. A medida em tramitação altera o Código Florestal para autorizar o plantio em Áreas de Preservação Permanente sem a obrigação de misturar espécies nativas.
A Câmara dos Deputados avalia atualmente o texto apresentado pelo deputado Roberto Duarte.
Para obter o reconhecimento oficial, o agricultor precisará adotar técnicas de manejo conservacionista.
Isso inclui manter a terra coberta, priorizar controles biológicos contra pragas e zelar pelos recursos hídricos.
A normativa possui restrições severas e exclui locais que sofreram desmatamento após julho de 2008.
Zonas sensíveis, a exemplo de encostas íngremes e arredores de nascentes, também ficam de fora da permissão.
Pequenos produtores familiares com até quatro módulos fiscais terão vantagens com a nova regra.
O texto garante acesso ao Pronaf, pagamentos por serviços ambientais e participação em mercados de carbono.
A comprovação de posse para fins de incentivo poderá ocorrer mediante inscrição no Cadastro Ambiental Rural.
O autor da proposta, deputado Roberto Duarte, defende que a medida remove barreiras burocráticas na Região Norte.
"O projeto reconcilia, no plano legislativo, a proteção ambiental devida à Amazônia com o desenvolvimento sustentável da cafeicultura", afirmou.
Próximas etapas na Câmara
Comissões temáticas analisarão a proposta em caráter conclusivo antes de seguir para o Senado.
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