Em uma nova estratégia jurídica, o PT aciona o TSE neste sábado (29) ao lado dos partidos da Federação Brasil da Esperança (PV e PCdoB) para contestar irregularidades atribuídas a adversários políticos. A coligação apresentou quatro representações contra o senador Flávio Bolsonaro, os governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema, além do vereador Lucas Pavanato, acusando-os de uso indevido de inteligência artificial, propaganda antecipada e ofensas diretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Irregularidades na Festa do Peão de Barretos

A peça principal questiona a participação do senador Flávio Bolsonaro na Festa do Peão de Barretos, no interior paulista. Segundo a ação, a chapa do PL teria transformado o festival em um showmício disfarçado, financiado por verbas privadas e estatais. O público pagante foi surpreendido por discursos políticos estruturados em equipamentos de grande porte durante o evento cultural.

A defesa petista argumenta que a mobilização configurou financiamento empresarial vedado por lei. Por essa razão, a federação solicitou a cassação do registro de candidatura da chapa do PL e a declaração de inelegibilidade de Flávio Bolsonaro, ressaltando que a manifestação foi articulada e não espontânea.

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Uso de deepfake e acusações de desinformação

Outra frente da ofensiva jurídica aborda o uso de tecnologia deepfake. Os partidos denunciaram a veiculação de vídeos manipulados nas redes sociais que associam o presidente Lula à criminalidade. A peça foi compartilhada por Lucas Pavanato e Flávio Bolsonaro, alcançando quase 20 milhões de visualizações com o apoio do governador Romeu Zema.

Diante do impacto digital, a coligação governista exige a remoção imediata dos conteúdos em até 24 horas, além da aplicação de multa diária de até R$ 30 mil por ofensas à honra do chefe do Executivo.

Ataques diretos e declarações sobre o crime organizado

A coligação também levou ao tribunal discursos proferidos na praia de Copacabana, onde Flávio Bolsonaro acusou a atual gestão federal de ligação com facções como PCC e Comando Vermelho. A representação sustenta que as falas foram descontextualizadas para manipular o eleitorado nas redes sociais.

Por fim, a federação mira declarações do governador goiano Ronaldo Caiado. Em entrevistas recentes, o político atribuiu ao presidente Lula conivência com o narcotráfico na região amazônica. O PT alega que as acusações extrapolam o debate democrático e caracterizam difamação e calúnia gravíssimas.

FONTE/CRÉDITOS: Fernando Henrique - Estágio DM