GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

Um relatório divulgado pela organização Human Rights Watch (HRW) revelou falhas significativas na apuração das mortes decorrentes da Operação Contenção, realizada há um ano no Rio de Janeiro.

A ação policial mais letal da história do estado resultou em 122 óbitos nos complexos da Penha e do Alemão. Destes, cinco eram agentes de segurança e 117 civis.

>> Clique aqui e acesse a íntegra do relatório

Publicidade

Leia Também:

Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública, apenas as investigações sobre os homicídios dos policiais foram concluídas até o momento, resultando no indiciamento de 12 pessoas.

Perícia ausente e locais não preservados

O documento da HRW aponta que equipes de perícia técnica nunca foram enviadas aos locais onde os civis foram mortos. Vários corpos foram recolhidos por policiais ou moradores sem o devido registro fotográfico ou análise preliminar.

A falta de preservação das cenas e a exposição prolongada dos corpos à temperatura ambiente comprometeram o trabalho dos médicos legistas no Instituto Médico Legal.

Manipulação de câmeras corporais

A investigação também identificou indícios de que agentes tentaram obstruir apurações futuras. Nenhum dos 117 óbitos de não policiais foi filmado pelas câmeras corporais.

O relatório aponta que equipamentos foram desligados antes do fim da operação, lentes foram cobertas e baterias esgotaram-se muito antes da autonomia esperada de 12 horas.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil