O pré-candidato do PSD, Ronaldo Caiado, declarou nesta segunda-feira (3/7) que possui maior capacidade de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais do que o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevista ao portal MyNews, o ex-governador de Goiás criticou a fragilidade do adversário liberal, comparando sua pré-candidatura a um "peru de Natal".

Segundo Caiado, a eventual ida do primogênito de Jair Bolsonaro à etapa final das urnas é exatamente o cenário desejado pelo atual mandatário. O político goiano enfatizou que Flávio precisará gastar tempo se explicando sobre denúncias em vez de colocar o governo em xeque.

"A candidatura do Flávio é o 'peru de Natal', é o que ele quer para o segundo turno", disparou o político do PSD. Ele ressaltou que o foco de uma postulação ao Planalto deve ser a capacidade real de vencer Lula e governar o país, e não apenas garantir vaga na fase decisiva do pleito.

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Apesar de figurar atrás nas pesquisas de intenção de voto no primeiro turno, Caiado argumenta que a alta rejeição de Lula e Flávio abre espaço para sua ascensão. Ele ressaltou que a liderança nacional exige experiência administrativa prévia e não pode ser aprendida no exercício da Presidência.

Pesquisa indica empate técnico no segundo turno

O posicionamento de Caiado ocorre paralelamente à divulgação da pesquisa BTG/Nexus. Os dados apontam que Lula lidera os cenários, mas aparece em empate técnico com Flávio Bolsonaro no primeiro turno, marcando 41% contra 37% das intenções de voto.

A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Nas simulações de segundo turno, o presidente mantém a liderança numérica, mas empata tecnicamente tanto com Flávio (46% a 45%) quanto com o próprio Caiado (46% a 42%).

O levantamento também testou outros nomes da oposição. Diante do ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo), Lula registra 46% contra 40%. Já em um confronto com Renan Santos, candidato pelo partido Missão, o atual presidente alcança 47% das intenções de voto ante 37% do adversário.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Areal