A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a análise de aproximadamente 40 câmeras de monitoramento não encontrou indícios de qualquer abordagem da PM ao veículo utilizado pelo candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), na noite da última terça-feira, na zona sul da capital paulista.

O ex-ministro e candidato petista havia afirmado que seu automóvel foi seguido por uma viatura da Polícia Militar após deixá-lo em sua residência. Haddad classificou o episódio como "intimidador e agressivo", ressaltando que o condutor do veículo acabou sendo confrontado por policiais armados.

Inquérito e apuração policial

Apesar da ausência de registros nas gravações analisadas, a SSP abriu um inquérito policial formal para investigar a denúncia. A apuração teve início assim que a pasta tomou conhecimento do relato apresentado pela equipe do candidato.

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O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, confirmou a abertura do procedimento. Ele destacou que o motorista de Haddad será chamado para prestar depoimento oficial e esclarecer todo o trajeto percorrido.

O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, conversou diretamente com Haddad sobre o caso. A polícia apura ainda se houve relação com uma ocorrência na mesma região envolvendo criminosos da gangue "quebra-vidros".

Tensão política na campanha eleitoral

A denúncia ampliou a tensão entre as campanhas de Haddad e Tarcísio na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Integrantes da candidatura governista criticaram a postura do petista, que tratou o evento como perseguição política em meio ao cenário eleitoral.

O relato do candidato sobre o ocorrido

Segundo Fernando Haddad, o motorista contratado ficou abalado após ser seguido por cinco quilômetros. Ao questionar os PMs sobre o acompanhamento em frente a um hotel, o profissional teria sido mandado "vazar" por agentes portando fuzis.

Haddad rebateu boletins policiais apresentados sobre outros crimes na região em horários distintos. Ele reiterou que a ação ocorreu às 21h45 e defendeu a checagem de imagens do sistema Smart Sampa para esclarecer os fatos de forma definitiva.

FONTE/CRÉDITOS: Camila Olivo