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São Paulo — O debate presidencial organizado pelo Metrópoles em parceria com o podcast Inteligência Ltda, realizado nesta sexta-feira (18/9), teve como principais eixos as discussões sobre o STF e as privatizações.

O evento marcou a primeira participação de uma candidata de esquerda nesta eleição, com a presença de Samara Martins (UP). Também marcou a estreia de Romeu Zema (Novo) em debates deste pleito.

Samara e Zema protagonizaram os embates mais intensos da noite. Eles divergiram sobre soberania nacional, política externa e modelos econômicos para o país.

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O terceiro participante do evento, Augusto Cury (Avante), alinhou-se a Zema em críticas direcionadas ao Supremo Tribunal Federal e à gestão do governo federal.

Outros nomes convidados, como Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), cancelaram a presença de última hora. Já Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) optaram por não responder aos convites.

Confronto direto entre Samara e Zema

A primeira etapa do encontro foi dominada pelas discussões entre a representante da UP e o ex-governador mineiro. Samara questionou sobre a postura em relação à soberania nacional.

Zema respondeu defendendo a redução da dependência comercial do Brasil em relação à China. Ele afirmou ainda que pretende retirar o país do bloco dos BRICS caso seja eleito.

Em resposta, Samara argumentou que as privatizações realizadas por Zema em Minas Gerais representam uma entrega de soberania para empresas estrangeiras.

O candidato do Partido Novo rebateu as críticas comparando a rival a líderes latino-americanos e defendeu a concessão de serviços públicos.

A pauta da educação também gerou controvérsia. Enquanto Samara criticou a entrega de escolas à iniciativa privada, Zema defendeu a concorrência no setor.

Augusto Cury também direcionou questionamentos técnicos a Samara, gerando críticas da candidata sobre a postura dos adversários frente a mulheres na política.

Críticas ao Judiciário e economia

Zema e Cury concentraram esforços para atrair o eleitorado de direita com críticas ao Supremo Tribunal Federal. Zema classificou o órgão de forma dura durante o evento.

Cury propôs a limitação do tempo de mandato para ministros da Corte para oito anos, além de mudanças no modelo atual de indicação.

Os dois candidatos criticaram o reajuste do Bolsa Família anunciado pela gestão petista. Samara defendeu a iniciativa e prometeu ampliar o salário mínimo.

Por fim, o debate abordou o fim da escala 6x1, com divergências entre a visão trabalhista tradicional defendida pela UP e a flexibilização proposta por Zema.

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FONTE/CRÉDITOS: Jessica Bernardo