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Em meio à paralisação nacional que já dura mais de uma semana, a greve dos Correios será levada a julgamento no Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta segunda-feira (21), às 13h30. O dissídio coletivo busca resolver o impasse entre a estatal e os trabalhadores, motivado principalmente por divergências sobre reajuste salarial e benefícios.

O ponto central do conflito é a mudança na gestão da saúde corporativa. Os empregados contestam a intenção da empresa de alterar sua posição de mantenedora para patrocinadora do CorreiosSaúde. A categoria alega que a medida pode elevar abusivamente as mensalidades de funcionários, aposentados e dependentes, retirando direitos históricos.

Os sindicatos recusaram a oferta inicial da diretoria, que previa apenas 0,87% de reajuste. Os trabalhadores exigem uma recomposição salarial alinhada à inflação medida pelo INPC, acompanhada de ganho real acima do índice estipulado.

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Reivindicações da categoria

Além do salário, a pauta inclui a restituição do adicional de 70% sobre as férias e o pagamento de 200% para expedientes em repousos ou feriados. A classe profissional também rejeita a extinção de gratificações de motoristas, adicionais por quebra de caixa e o vale extra de Natal.

Determinação de contingente mínimo

Durante a análise do movimento grevista, o ministro Vieira de Mello Filho, presidente do TST, fixou a obrigatoriedade de manter 80% do pessoal em atividade por unidade. A decisão considerou a essencialidade dos serviços postais e o impacto no período eleitoral de 2026.

Críticas dos trabalhadores à gestão

A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) criticou a conduta da estatal durante a paralisação. A entidade afirmou em nota que é inaceitável dar prioridade a assuntos secundários, como novos uniformes e embalagens, enquanto a manutenção do plano de saúde segue sem garantia contratual.

Atendimento e canais dos Correios

Em contrapartida, a direção dos Correios comunicou que mantém operações em todo o país por meio de remanejamento de pessoal administrativo e mutirões logísticos. A estatal informou que a adesão à paralisação é parcial e orientou o público a acompanhar o rastreamento no site oficial (www.correios.com.br) ou pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210.

FONTE/CRÉDITOS: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil