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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a distribuição gratuita de canetas emagrecedoras pelo SUS para pacientes com obesidade. A novidade foi apresentada na última quinta-feira (17), em Montes Claros (MG), com o objetivo de ampliar o tratamento da doença na rede pública sob orientação profissional.
O fornecimento das medicações não será feito de maneira irrestrita. O acesso dependerá obrigatoriamente de prescrição médica e do cumprimento de diretrizes técnicas que estão sendo finalizadas pelo Ministério da Saúde.
Projeto piloto e protocolo nacional
Como etapa preparatória para a implantação nacional, o governo monitora um projeto piloto no Grupo Hospitalar Conceição, situado em Porto Alegre. A testagem envolve cerca de 250 pessoas diagnosticadas com obesidade grave, complicações de saúde associadas ou indicação para cirurgia bariátrica.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o projeto servirá de base para padronizar o atendimento e identificar os perfis prioritários. A intenção da pasta é consolidar a oferta dos fármacos como um serviço permanente do sistema público.
Redução de custos e alta da obesidade
A inclusão das canetas emagrecedoras no SUS é impulsionada pela queda de até 70% nos preços de mercado. Estimulada pelo incentivo à produção nacional, a faixa de valor cobrada caiu de mais de R$ 1 mil para o patamar de R$ 300 a R$ 400.
Paralelamente, a Anvisa aprovou novos registros de medicamentos contendo semaglutida e liraglutida. As medidas buscam atender ao avanço do problema no país, visto que dados do Vigitel indicam que a obesidade em adultos nas capitais cresceu de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024.
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