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O empresário Evandro Gabriel Ferreira, de 60 anos, foi preso na sexta-feira (17/7) como principal suspeito do homicídio do casal Leonardo de Oliveira Campos, 42, e Rayane Lins Farias Campos, 38, em Ponte Alta, no Gama (DF). A investigação revelou que o suspeito circulava com uma mensagem de cunho ideológico colada em seu veículo, expressando críticas a diversos grupos e indivíduos.
O conteúdo, impresso e fixado em um dos vidros dianteiros do carro, declarava: "Contra falsos defensores de mulheres e trabalhadores, contra ditadores, contra fascistas, contra nepotismo, contra seres depravados, sou contra bossais (sic). Como uma ex disse: 'Sou gente!' ".
Além da mensagem no carro, o empresário Evandro Gabriel também utilizava suas redes sociais para disseminar conteúdos de ódio. Em uma postagem, ele afirmou categoricamente que, no Distrito Federal, "não ficará um de direita de pé".
Em outra publicação, ele expressou a intenção de "ter provas para derrubá-los", referindo-se a uma "justiça" que, segundo ele, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) teria ignorado, condenando-o por "provas circunstanciais" que considerava "inexistentes, mentirosas" e usadas para "condenar inocentes".
É relevante notar que diversas dessas publicações foram feitas na quinta-feira (16/7), o mesmo dia em que o crime contra o casal foi cometido. Em um trecho adicional, Evandro Gabriel declarou que seu objetivo maior era "mandar políticos e ex-políticos para o inferno".
O crime
Os corpos de Leonardo e Rayane foram descobertos na manhã de sexta-feira (17/7), no gramado da residência onde moravam. Relatos de moradores à polícia indicam que disparos de arma de fogo foram ouvidos na tarde de quinta-feira (16/7), por volta das 15h.
Informações preliminares sugerem que Evandro Gabriel era vizinho das vítimas. A principal linha de investigação aponta que o duplo homicídio pode ter sido motivado por um desentendimento entre vizinhos, possivelmente relacionado ao muro que separava os imóveis.
Rayane Lins Farias Campos atuava como coordenadora do Cadastro Único (CadÚnico) em Santo Antônio do Descoberto (GO), enquanto Leonardo de Oliveira Campos era coordenador de vendas na Brasal Refrigerantes. O casal havia se casado no ano anterior e deixa uma filha pequena.
A ocorrência foi inicialmente atendida por agentes do 9º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), com o suporte da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) e das equipes especializadas da Divisão de Operações Especiais (DOE).
O caso está sob a responsabilidade da 20ª Delegacia de Polícia (Gama), que prossegue com as investigações para elucidar a dinâmica completa do crime e suas motivações.
Ficha extensa
O histórico criminal do empresário Evandro Gabriel é extenso, incluindo registros por homicídio, tentativa de homicídio, ameaça, porte ilegal de arma, violência doméstica e desacato.
Além dos delitos já mencionados, a ficha de Evandro Gabriel apresenta ocorrências de resistência, desobediência, injúria, perturbação da tranquilidade, dano e infrações enquadradas na Lei Maria da Penha.
Levantamentos indicam que o suspeito respondeu a 17 processos junto ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Contudo, grande parte dessas ações foi arquivada.
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