O cenário para a reeleição de Tarcísio de Freitas no governo paulista ganhou força durante a convenção do Republicanos, que oficializou o apoio de 12 partidos ao seu projeto. A consolidação da candidatura contrapôs a força do atual governador ao momento de isolamento de Flávio Bolsonaro, que tenta espaço eleitoral sem construir uma base sólida de alianças.

Trajetória e bastidores da disputa presidencial

Enquanto o cenário paulista se define, Luiz Inácio Lula da Silva se prepara para sua sétima disputa presidencial. Aos 80 anos, o chefe do Executivo soma a experiência de quem disputou seis eleições nacionais, acumulando três derrotas e três vitórias no histórico de suas campanhas para o Planalto.

Diante da limitação legal para mandatos subsequentes, aliados discutem reservadamente a possibilidade de Lula concorrer ao Senado em 2030. Caso esse movimento ocorra, o vice-presidente Geraldo Alckmin assumiria o comando do país, em um desenho político que lembra a trajetória histórica do ex-presidente José Sarney.

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Contraste e alianças no campo da oposição

Na oposição, Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldades para expandir suas articulações, ficando restrito ao apoio do PL. O desempenho do parlamentar contrasta com a candidatura paulista, sustentada por uma coligação que reúne MDB, PP, União Brasil, PSD, PSDB e outras legendas.

A fragilidade da pré-candidatura do senador ficou exposta na convenção do Republicanos. Sem ter o nome estampado em bandeiras no evento, Flávio apenas ouviu declarações de lealdade direcionadas a seu pai, reforçando a dependência em relação ao ex-presidente.

FONTE/CRÉDITOS: Ricardo Noblat