A Scania anunciou a chegada da linha Super da Scania ao mercado brasileiro durante a Lat.Bus 2026, realizada entre 11 e 13 de agosto no São Paulo Expo, trazendo chassis de ônibus rodoviários projetados para maximizar a eficiência energética e reduzir emissões.

Com um investimento de R$ 120 milhões em pesquisa, engenharia e adequação da fábrica em São Bernardo do Campo (SP), a fabricante antecipou a introdução da tecnologia na América Latina. A região é estratégica para a empresa, tendo representado 48% das vendas globais de ônibus da marca em 2025.

Segundo Eronildo Barros, presidente e CEO da Scania Operações Comerciais Brasil, a nova plataforma representa a solução mais eficiente já desenvolvida pela fabricante. A meta é dar continuidade à evolução do portfólio e liderar a transição para um transporte cada vez mais sustentável.

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Desempenho operacional e opções de motorização

Para viabilizar a produção, a planta paulista passou por adaptações no fim de 2025, integrando novos dispositivos sem perder os padrões da Indústria 4.0. No cenário global, o Brasil se consolidou como o segundo maior mercado da marca, com 760 chassis entregues no último ano, atrás apenas do México.

A gama oferece motores de 11 litros, com potências de 350, 390 e 430 cavalos, e de 13 litros, que alcançam 460 e 500 cavalos. As configurações atendem desde operações de fretamento até rotas rodoviárias de longa distância e turismo, com trações que variam de 4x2 a 8x2.

Inovações no trem de força e componentes

O novo trem de força integra a caixa de câmbio Opticruise G 25, que dispensa anéis sincronizadores e reduz o peso em até 75 kg. O sistema conta ainda com o eixo traseiro R 756, mais leve e eficiente, além da unidade FOU, que otimiza o uso do combustível no reservatório.

Completam o pacote tecnológico a arquitetura eletrônica de sétima geração, painel digital, sistemas avançados de segurança e um novo radiador de maior capacidade. A promessa é garantir trocas de marchas mais suaves e intervalos de manutenção ampliados para os operadores.

FONTE/CRÉDITOS: Norton Luiz