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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, autorizou a veiculação do pronunciamento de Lula em rede nacional de rádio e televisão nesta sexta-feira (4/9). A transmissão oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai ao ar no domingo (6/9), em alusão ao Dia da Independência do Brasil (7 de setembro).

A solicitação foi encaminhada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). Segundo o órgão, o vídeo tem duração de três minutos e quarenta segundos e possui caráter cívico, histórico e institucional, com o intuito de abordar a unidade do país e os valores permanentes do Estado.

Ao deferir o pedido, o ministro Nunes Marques ressaltou a relevância pública da exibição. Ele pontuou que a data faz parte do calendário oficial e apresenta significado autônomo, além de estar desvinculada de funções ordinárias de governo ou de atos de gestão.

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Confira trechos do pronunciamento presidencial

Durante a mensagem, o presidente relembrou o contexto histórico da data. "Amanhã, 7 de setembro, é dia de celebrarmos a Independência do Brasil. Para além do grito de Dom Pedro I às margens do Ipiranga, a independência do Brasil foi uma dura conquista de homens e mulheres que deram suas vidas nas batalhas contra a tirania, a escravidão, e a injustiça social", afirmou.

O chefe do Executivo também ressaltou a defesa das riquezas naturais e a soberania do país. "Defender a independência do Brasil é defender nossa soberania e nossa democracia. Temos a segunda maior reserva de Terras Raras do mundo, e a maior fonte de água doce. No último mês, descobrimos uma nova e rica reserva de petróleo. Essas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro", destacou.

Lula defendeu ainda o uso dos recursos nacionais para o desenvolvimento tecnológico e a geração de empregos. "Não somos, e não seremos colônia de ninguém. Um país soberano é aquele capaz de defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo de quaisquer interesses estrangeiros", disse o presidente.

Por fim, o pronunciamento abordou a autonomia comercial e o papel internacional do Brasil. "Nenhum país estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar, e para quem podemos vender. Somos um país soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém. Temos motivos de sobra para nos orgulhar do nosso país", concluiu.

FONTE/CRÉDITOS: José Augusto Limão