O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) motivou uma importante alteração nas recomendações de candidatos no X no último domingo (16). Para cumprir as normas eleitorais brasileiras, a plataforma ajustou seu algoritmo para impedir que posts e perfis de políticos registrados no TSE surjam na aba 'Para Você' de usuários que não os seguem.

A alteração afeta diretamente a distribuição orgânica do feed principal da rede social, que sugere posts com base nos hábitos de navegação. Contudo, as contas continuam ativas e acessíveis diretamente, sem qualquer tipo de suspensão.

Denominado 'Brazil2026ElectionFilter', o mecanismo atende à Resolução nº 23.610/2019 do TSE, que proíbe sugestões automáticas de perfis eleitorais sem que haja o prévio acompanhamento do usuário ou o impulsionamento pago permitido por lei.

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Regras do TSE e exceção de impulsionamento

Em nota oficial, a empresa de Elon Musk destacou que a adequação começou em 16 de agosto. Embora reduza o alcance orgânico dos políticos, o conteúdo segue público para quem acessar os perfis individuais ou optar pelo impulsionamento pago.

Reação nos Estados Unidos e histórico do X

A medida provocou críticas do governo dos Estados Unidos. Sarah B. Rogers, subsecretária de Estado para a Diplomacia Pública do governo Donald Trump, classificou a restrição como uma 'censura imposta pelo Brasil'.

Este novo capítulo ocorre após embates judiciais ocorridos em 2024, quando o X teve suas atividades suspensas no país pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A plataforma só retomou a operação após nomear um representante legal e regularizar sua filial brasileira.

FONTE/CRÉDITOS: Aline Drumond - Estágio DM