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As vendas no comércio varejista brasileiro registraram queda de 0,8% entre junho e julho, impactadas pelo efeito de desaceleração pós-Copa do Mundo. Com esse resultado, o desempenho acumulado do setor nos últimos 12 meses recuou para 1,6%, segundo dados oficiais divulgados recentemente.
A média móvel trimestral, indicador que suaviza oscilações de curto prazo, apontou uma variação negativa de 0,1%. No acumulado de 2026, o avanço é de 1,8%.
As informações foram publicadas pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O patamar atual está 10,6% acima do período pré-pandemia.
Comportamento dos setores
O levantamento do IBGE revelou que cinco das oito atividades analisadas tiveram retração no período:
- móveis e eletrodomésticos: -4,9%;
- livros, jornais, revistas e papelaria: -4,2%;
- tecidos, vestuário e calçados: -2,7%;
- outros artigos de uso pessoal e doméstico: -2,2%;
- hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -0,2%;
- artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,6%;
- equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 0,6%;
- combustíveis e lubrificantes: 0,3%.
O analista Cristiano Santos explicou que a baixa em segmentos como eletrodomésticos e vestuário decorre da antecipação de compras para o torneio mundial de futebol, o que elevou a base de comparação do mês anterior.
Comércio ampliado e contexto
No varejo ampliado, que engloba o atacado de veículos, motos e materiais de construção, houve alta de 0,4% na passagem mensal. No acumulado de 12 meses, o setor registra avanço de 1,2%.
A PMC integra o grupo de indicadores conjunturais do IBGE. No mesmo período, o setor de serviços permaneceu estável, enquanto a indústria apresentou leve alta de 0,2%.
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