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Especialistas, pesquisadores, representantes governamentais e de entidades de classe reúnem-se a partir desta quinta-feira (9) na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), em Fortaleza, para o 2º Simpósio Cearense de Cannabis Medicinal. O evento de dois dias tem como objetivo aprofundar as discussões sobre o tema, com ingressos gratuitos esgotados para os 300 lugares disponíveis.
A programação desta quinta-feira (9) está organizada em cinco eixos de discussão. Estes temas contemplam uma vasta gama de perspectivas, desde a experiência de pacientes e associações, até as nuances do cultivo da planta e o necessário amparo jurídico.
Os participantes do simpósio terão a oportunidade de explorar a aplicação da cannabis em práticas integrativas. Será abordado, por exemplo, o uso por povos originários, como os kaxinawá, também conhecidos como huni kuin.
Enfoques de destaque na programação
Entre os principais pontos da agenda, destacam-se discussões como: 'Cannabis no SUS: desafios legais e regulatórios', 'Psiquiatria, Dor e Sono: onde a Cannabis Medicinal pode fazer diferença?', 'Cannabis Medicinal na Medicina Veterinária: ciência, bem-estar animal e inovação', e 'Da Terra ao SUS: a integração da Cannabis nas Farmácias Vivas e na agricultura familiar'.
Uma das palestras programadas aprofundará as propriedades da cannabis que oferecem suporte durante a gestação, parto e pós-parto, com ênfase no papel fundamental das parteiras tradicionais.
A agenda da próxima sexta-feira (10) terá início com a roda de conversa intitulada 'Cannabis, Autismo e Ciência: o que já sabemos e para onde estamos caminhando?', que ocorrerá das 10h às 12h.
Posteriormente, a partir das 13h, o auditório Murilo Aguiar da Casa legislativa cearense sediará uma audiência pública crucial. O foco será o Projeto de Lei 1014/2023, que visa estabelecer no estado uma política local para a cannabis com fins terapêuticos.
Essa política prevê pesquisa, capacitação da rede pública, incentivo às associações e acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS) mediante prescrição médica. A discussão poderá ser acompanhada ao vivo pelo canal da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará no YouTube.
O evento conta com o apoio institucional de importantes entidades como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Ceará, o Conselho Estadual de Saúde do Ceará (Cesau), a Universidade Federal do Ceará (UFC), o movimento Ceará Saúde Livre (CSL) e a Liamba 360º.
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