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O Banco Central (BC) determinou, nesta quinta-feira (3/9), a liquidação extrajudicial das distribuidoras de títulos e valores mobiliários Trustee e Banvox, sediadas em São Paulo (SP). A medida drástica foi adotada pelo órgão regulador devido à constatação de graves violações às normas legais que regem o funcionamento dessas instituições no mercado financeiro nacional.

De acordo com informações divulgadas pela autarquia, as duas corretoras fazem parte de um mesmo conglomerado financeiro enquadrado no segmento S4 da regulação bancária. A atuação de ambas no mercado é considerada de pequeno porte, com baixa participação no ecossistema bancário do país.

Dados consolidados de julho de 2026 apontam que, juntas, as duas empresas representavam menos de 0,001% do ativo total ajustado do Sistema Financeiro Nacional. Além disso, elas respondiam por apenas 0,76% do volume total de administração de recursos de terceiros.

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A decisão do Banco Central foi motivada pelo descumprimento de diretrizes operacionais essenciais. Segundo o órgão, as graves infrações cometidas pelas empresas inviabilizaram completamente a continuidade de suas atividades sob o regime regulatório vigente.

Investigações e bloqueio de bens patrimoniais

O BC informou que continuará conduzindo os procedimentos necessários para apurar detalhadamente a conduta de cada um dos envolvidos. Essa investigação poderá resultar em multas e outras penalidades administrativas.

Além disso, as conclusões do inquérito poderão ser encaminhadas ao Ministério Público e a outras autoridades competentes para a aplicação de sanções cíveis e criminais cabíveis.

Como consequência imediata da decretação, todos os bens dos controladores e ex-administradores da Trustee e da Banvox foram declarados indisponíveis. O bloqueio patrimonial busca garantir recursos para o ressarcimento de eventuais credores durante o processo de liquidação.

FONTE/CRÉDITOS: Carlos Estênio Brasilino