Espaço para comunicar erros nesta postagem
Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou proposta que concede a patente de invenções feitas com inteligência artificial a quem financiou e proveu os recursos técnicos.
Essa mudança altera diretamente a Lei de Propriedade Industrial (Lei 9.279/96).
O colegiado seguiu o parecer favorável da deputada Adriana Ventura (Novo-SP).
Foi aceito o Projeto de Lei 303/24, apresentado pelo deputado Júnior Mano (PSB-CE), junto a um texto apensado.
A formulação inicial sugeria que sistemas autônomos pudessem figurar como inventores legais.
Contudo, a relatora excluiu essa possibilidade jurídica.
Ela pontuou que apenas indivíduos ou corporações podem gerir direitos patrimoniais e licenciamentos tecnológicos.
Segundo a parlamentar, o intuito é atualizar a legislação frente ao cenário econômico moderno.
A medida dá segurança a quem assume riscos financeiros, operacionais e custos com capacidade computacional.
Além disso, o projeto autoriza que profissionais humanos sejam apontados como coautores se colaborarem na criação.
Como funciona atualmente
O modelo vigente determina que o direito recaia sobre o autor humano da inovação.
A regulamentação atual não contempla máquinas ou softwares como detentores de registros.
O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) já avaliou essa discussão anteriormente no episódio do sistema Dabus.
Naquela ocasião, o órgão negou o registro por entender que a lei exige capacidade civil para assunção de obrigações.
Próximos passos
O texto segue em tramitação conclusiva pelas comissões da Casa.
Para entrar em vigor, o texto ainda precisa passar pelo aval da Câmara dos Deputados e do Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Nossas notícias
no celular

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se