GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a injeção de R$ 2 bilhões adicionais no limite de crédito para estados, municípios e o Distrito Federal. Com a decisão tomada em reunião extraordinária, o teto global de operações financeiras saltou de R$ 28,625 bilhões para R$ 30,625 bilhões.

De acordo com nota oficial divulgada pelo Ministério da Fazenda, a iniciativa visa dar maior fôlego aos governos regionais. O objetivo é facilitar a captação de recursos para o financiamento de projetos e despesas autorizadas, contemplando tanto modalidades com aval federal quanto sem essa salvaguarda.

A expansão foi viabilizada após um diagnóstico conduzido pela Secretaria do Tesouro Nacional. O órgão identificou margens fiscais não utilizadas em administrações estaduais que possuíam previsão de uso mas careciam de efetivação.

Publicidade

Leia Também:

Como funciona a medida

As diretrizes fixadas pelo CMN determinam o volume máximo que as prefeituras e governos estaduais conseguem captar respeitando a legislação fiscal vigente.

Na prática, a alteração abre espaço para novas contratações no sistema financeiro, desde que todas as exigências legais sejam rigorosamente cumpridas pelos gestores públicos.

As operações dividem-se em duas vertentes principais:

  • Crédito com garantia da União: o governo federal assegura o pagamento ao credor em caso de inadimplência do ente local, facilitando a negociação;
  • Crédito sem garantia da União: a prefeitura ou o estado assume integralmente a responsabilidade financeira perante a instituição credora.

A nova resolução contempla a ampliação dos tetos em ambas as categorias citadas.

Novos limites de crédito

A divisão dos R$ 2 bilhões extras ficou estipulada da seguinte maneira pelo colegiado:

  • Operações com garantia da União: avanço de R$ 1,5 bilhão, passando de R$ 8,5 bilhões para R$ 10 bilhões.
  • Operações sem garantia da União: incremento de R$ 500 milhões, saltando de R$ 6,5 bilhões para R$ 7 bilhões.

Dessa forma, os sublimites voltados a essas transações alcançam o patamar de R$ 17 bilhões.

As demais normativas e restrições estabelecidas pelo CMN permanecem inalteradas.

Origem dos recursos liberados

O reajuste decorre de um mapeamento executado pela Secretaria do Tesouro Nacional junto aos participantes de programas de ajuste fiscal.

O estudo apontou a existência de aproximadamente R$ 7,87 bilhões de espaço fiscal ocioso com perspectiva de não utilização até o término do período previsto. Trata-se de margem remanescente dentro de parâmetros de endividamento anteriores.

Do montante total mapeado, R$ 5 bilhões já haviam sido redirecionados por meio de resoluções anteriores publicadas nos meses de agosto e setembro.

Sobrou um saldo residual de R$ 2,87 bilhões, sendo que a parcela atual destina R$ 2 bilhões adicionais para as prefeituras e governos estaduais.

Conforme o governo federal, a intervenção tornou-se necessária porque as cotas anteriores encontravam-se praticamente esgotadas.

Manutenção de outras cotas

O ato normativo preserva intocados os valores reservados a outras pastas e finalidades específicas:

  • Novo PAC com garantia da União: R$ 2,8 bilhões;
  • Novo PAC sem garantia da União: R$ 2,2 bilhões.
  • Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos: R$ 8 bilhões;
  • Órgãos e entidades federais: R$ 625 milhões.

O Novo PAC refere-se ao Programa de Aceleração do Crescimento, voltado para obras estruturantes em todo o país.

Impactos operacionais

A elevação do teto concede maior margem de manobra financeira para prefeituras e governos estaduais buscarem financiamentos. Isso agiliza investimentos essenciais em infraestrutura regional.

Contudo, a medida não representa repasse de verbas federais fundo a fundo. Trata-se unicamente da autorização para contrair novas dívidas, cabendo a cada administração local negociar com os bancos e cumprir exigências.

O texto normativo passa a valer imediatamente após a sua publicação oficial.

Composição do colegiado

O Conselho Monetário Nacional é a instância superior que dita as diretrizes para a política econômica, monetária e de crédito no Brasil.

O grupo é liderado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, contando também com a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil