O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou suas redes sociais para ironizar a recente suspensão do Discord no Brasil, que teve a função de transmissões ao vivo bloqueada pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). O parlamentar relacionou a ação governamental à influência direta da primeira-dama Janja Lula da Silva, projetando um desgaste político da gestão com o eleitorado jovem.

Em gravação divulgada na última quarta-feira (12/8), o parlamentar mineiro ironizou o papel da primeira-dama na decisão regulatória. Ele afirmou, em tom sarcástico, que a medida será amplamente reprovada pela juventude em ano eleitoral, agradecendo de forma irônica pela intervenção no serviço.

Durante o pronunciamento, Nikolas criticou a lógica de banir recursos tecnológicos em função de ilícitos cometidos por usuários. O deputado argumentou que, sob o mesmo raciocínio, objetos cortantes, veículos automotores e outras redes sociais como o Instagram também deveriam sofrer restrições graves por estarem vinculados a episódios de violência.

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Para o parlamentar, a punição voltada à plataforma não combate efetivamente os criminosos. Ele defendeu que restringir as ferramentas tecnológicas ignora a necessidade de punir os reais responsáveis pelas infrações cometidas no ambiente virtual.

Motivação da medida da ANPD

A determinação da ANPD ocorreu após a apuração da morte de uma adolescente de 13 anos. O caso envolveu denúncias de coerção e ameaças gravíssimas praticadas por integrantes de grupos organizados dentro do aplicativo, culminando em uma operação policial em cinco estados brasileiros.

Em contrapartida, a administração do Discord contestou os argumentos apresentados pelo órgão regulador. A empresa declarou que desativou a comunidade envolvida antes da tragédia e reafirmou seu compromisso de não tolerar a promoção de violência, mantendo colaboração constante com as forças de segurança.

FONTE/CRÉDITOS: Thayná Schuquel