A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,4% no segundo trimestre de 2026, abrangendo os meses entre abril e junho. O índice representa o menor patamar histórico para o período na série da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012, conforme dados divulgados pelo IBGE.

Com a publicação dos recortes regionais, tornou-se possível mapear o comportamento do mercado de trabalho em cada estado. As taxas de desocupação oscilaram bastante, indo de 2,1% em Santa Catarina até 9,8% no Amapá.

Houve retração estatisticamente significativa no indicador em 13 estados na comparação trimestral. O Rio Grande do Norte liderou as quedas com recuo de 1,9 ponto percentual, seguido por Paraíba e Acre (-1,6 ponto cada).

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Outros estados também registraram diminuição expressiva, a exemplo de Tocantins (-1,5 ponto) e Alagoas (-1,3 ponto). Nas demais 14 unidades da Federação, o IBGE classificou o cenário como estável, mantendo oscilações dentro da margem de erro.

Estados com menor desocupação

Santa Catarina garantiu a menor taxa de desocupação do país, registrando 2,1%. O ranking positivo prossegue com Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).

No sentido oposto, as maiores taxas concentram-se no Amapá (9,8%), Bahia (9,1%), Pernambuco (8,3%), Piauí (8,3%) e Sergipe (7,9%). Goiás pontuou abaixo da média nacional, marcando 4,0% após recuar 1 ponto percentual.

Fatores e tendências do mercado

Especialistas apontam que, apesar do dinamismo recente, surgem indícios de desaceleração, visíveis na estabilidade da renda média. O envelhecimento demográfico e a expansão de ocupações tecnológicas via aplicativos ajudam a explicar a pressão de baixa sobre os índices.

FONTE/CRÉDITOS: Aline Drumond - Estágio DM