Um amplo incêndio florestal que atinge a região Nordeste de Goiás desde o dia 10 de agosto já devastou aproximadamente 10,4 mil hectares perto do Parque Estadual de Terra Ronca. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) informaram que as principais frentes estão sob controle, mas as equipes seguem em alerta para conter o risco de reignição.

Combate e mobilização de equipes

Segundo nota divulgada pelas autoridades, apenas um dos três focos originais permanecia ativo na quinta-feira (13/8). A vigilância ininterrupta é mantida no local para permitir rápida resposta caso ocorram mudanças bruscas no vento, na umidade ou na temperatura da região.

A força-tarefa conta com 58 profissionais mobilizados, sendo 45 combatentes diretos. O contingente reúne 27 bombeiros militares e brigadistas da Semad, cinco do PrevFogo e 13 do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Além disso, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) presta apoio no suporte logístico de 13 viaturas.

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Operação Abafa Terra Ronca e punições

Em paralelo ao combate, as autoridades executam a Operação Abafa Terra Ronca para apurar as causas e responsabilizar os autores do fogo. A Semad destaca que provocar incêndios em matas é crime ambiental, com pena de reclusão de dois a quatro anos, além de multas e sanções civis.

Vale ressaltar que está em vigor o Decreto Estadual nº 10.962, de 24 de julho de 2026, que proíbe o uso de fogo em vegetação em todo o território goiano. A orientação para a população é evitar qualquer fonte de ignição e denunciar focos suspeitos imediatamente.

Condições climáticas adversas

A severidade do desastre é agravada pelas condições meteorológicas extremas enfrentadas em 2026. A forte atuação do fenômeno El Niño aliada ao período de estiagem criou o cenário ideal para a rápida alastração das queimadas na vegetação seca.

Registros do órgão ambiental apontaram temperaturas perto de 37°C, umidade do ar abaixo de 20% e ventos extremamente fortes. Tais fatores ampliam consideravelmente a imprevisibilidade das chamas e elevam os riscos de novas reignições na área afetada.

FONTE/CRÉDITOS: Glaucio teixeira / Redação