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O El Niño tem potencial para provocar uma retração de pelo menos 2% no Produto Interno Bruto da América Latina ao longo de um triênio, conforme projeção da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe. A estimativa foi divulgada pelo organismo ligado à Organização das Nações Unidas.
Cerca de metade desse prejuízo econômico deve ser sentida logo no primeiro ano de vigência do fenômeno. Além disso, o documento aponta que o impacto climático poderá elevar a vulnerabilidade social, empurrando até 4,8 milhões de novos indivíduos para a pobreza até o encerramento da década.
Entre as áreas produtivas mais vulneráveis estão a agricultura, a pesca, a matriz energética e diversas estruturas de base na região. O estudo aponta que mais de 70% da eletricidade regional depende de hidrelétricas, muitas delas com infraestrutura envelhecida.
O calor intenso elevará o consumo de energia para refrigeração em cidades como São Paulo, Lima e Cidade do México. A menor disponibilidade de água acentuará o risco de blecautes e gerará despesas extras para a operação dos sistemas elétricos locais.
No setor pesqueiro, o aquecimento das águas altera a cadeia alimentar marinha e espanta diversas espécies. Dados históricos mostram quedas drásticas nas capturas em eventos passados de grande intensidade.
A agropecuária também sentirá perdas severas em decorrência de longos períodos de seca. Diante desse cenário, o organismo internacional recomenda que os governos locais invistam em prevenção, adotando sistemas de alerta e seguros contra catástrofes.
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