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A menos de duas semanas do primeiro turno das Eleições 2026, muitos cidadãos ainda não decidiram em quem votar. Neste ano, o processo de escolha ganhou um obstáculo extra: temas como o caso Master e a crise do Supremo Tribunal Federal (STF) acabaram ofuscando o debate sobre projetos concretos.
Para ajudar o eleitorado a tomar decisões mais conscientes, a Agência Brasil conversou com especialistas. Eles apontam caminhos para alinhar o voto a interesses reais e desviar de armadilhas, como propostas vagas e os chamados puxadores de voto.
Compreender quem financia as campanhas e avaliar o impacto prático das promessas são passos vitais para exercer a cidadania de forma plena e responsável nas urnas.
1) Eu, o eleitor
Antes de analisar currículos, é preciso olhar para si mesmo e para o seu grupo social. Pergunte-se a qual classe pertence, com quais visões de mundo se identifica e quais áreas o Poder Público deve priorizar.
Em política, as decisões geram impactos diferentes para cada setor da sociedade. Saber o que te beneficia diretamente é o ponto de partida para definir prioridades políticas e econômicas.
2) O que faz um político?
Conhecer as atribuições de cada cargo evita frustrações com falsas promessas. Deputados e senadores elaboram leis e destinam verbas, mas não executam obras de infraestrutura, função restrita ao Executivo.
Entender o papel exato de presidentes, governadores, deputados e senadores impede que o eleitor acredite em propostas impossíveis de serem cumpridas pelos candidatos durante seus mandatos.
3) Ações valem mais que palavras
Avalie o histórico, o currículo e os financiadores do candidato. Se ele já ocupa um cargo, analise sua atuação anterior para identificar eventuais incoerências ou discursos vazios.
As propostas oficiais, a declaração de bens e a lista de doadores de campanha podem ser consultadas publicamente por meio do sistema disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
4) Alinhamento partidário
No Brasil, os políticos raramente atuam isolados. É fundamental observar o comportamento e a consistência ideológica do partido ao qual o candidato é filiado.
Muitas vezes, a disciplina partidária faz com que parlamentares votem seguindo orientações da legenda, o que torna indispensável conhecer o histórico coletivo do partido.
5) Puxadores de voto
O sistema proporcional brasileiro permite que candidatos com votações expressivas ajudem a eleger outros nomes de sua mesma legenda ou federação.
Especialistas recomendam verificar a lista completa de candidatos do partido para entender quem pode ser beneficiado indiretamente pelo seu voto na urna.
6 – No dia da votação
O primeiro turno ocorre em 4 de outubro, reunindo milhões de eleitores. É permitido levar uma anotação em papel com os números dos candidatos para facilitar o preenchimento.
O uso de celulares e câmeras é proibido dentro da cabine de votação para garantir o sigilo absoluto do voto. Manifestações individuais e silenciosas são permitidas, mas atos coletivos ou tentativas de aliciamento são rigorosamente vedados.
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