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A menos de uma semana do primeiro turno das eleições de 2026, a figura de Nossa Senhora Aparecida virou o centro de um intenso debate político. O episódio colocou em campos opostos setores da direita, da esquerda, além de líderes católicos e evangélicos.

A enxurrada de acusações e declarações tomou conta das redes sociais nos últimos dias. O tema escalou rapidamente e acabou parando na Justiça Eleitoral após viralização de conteúdos falsos.

Tudo começou quando publicações na internet afirmaram que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) estaria articulando um plano para retirar da santa o título oficial de Padroeira do Brasil.

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A informação falsa gerou forte repercussão digital. No entanto, o boato não tem qualquer respaldo em projetos reais e foi prontamente negado pela equipe do senador e pelo próprio candidato.

A origem do boato nas redes

A propagação incorreta iniciou após a análise de um programa de TV sobre o comportamento do eleitorado religioso. Na ocasião, comentou-se sobre um suposto atrito entre católicos e evangélicos.

Contudo, a fala original jamais atribuiu qualquer plano a Flávio Bolsonaro. O trecho foi retirado de contexto e viralizou acompanhado de inverdades sobre o candidato do PL.

O canal responsável pela transmissão pediu desculpas publicamente pelo equívoco. Mesmo assim, o conteúdo resgatou um projeto antigo, de 2007, que nunca teve relação com o senador.

A reação de Flávio Bolsonaro e o TSE

Para tentar conter os danos, a campanha acionou o Tribunal Superior Eleitoral. O ministro André Mendonça determinou a remoção imediata de publicações e memes que associassem o político ao boato.

A decisão estipulou multas severas para plataformas caso o conteúdo inverídico persista no ar. Autoridades como Geraldo Alckmin e a primeira-dama Janja também usaram as redes para reforçar a defesa das tradições religiosas brasileiras.

FONTE/CRÉDITOS: Giovanna Estrela