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Um grave acidente envolvendo a explosão de lancha no Lago Paranoá, em Brasília, ocorrido no último domingo (20/9), deixou passageiros em pânico e resultou em feridos graves. De acordo com relatos de Kelly Alves, de 38 anos, uma das sobreviventes do grupo vindo de Goiânia, o pânico tomou conta da embarcação quando as chamas se espalharam rapidamente, forçando pessoas a se jogarem na água mesmo sem saber nadar.

A testemunha descreveu o cenário como desesperador, relatando que os ocupantes se transformaram em verdadeiras tochas humanas sob gritos de dor. Diante do desespero e das queimaduras imediatas, a reação de parte do grupo foi pular no lago para tentar conter o fogo, ignorando a própria incapacidade de nadar.

Kelly apontou possíveis falhas de segurança no procedimento de partida. Segundo ela, o abastecimento de combustível ocorreu com os passageiros já embarcados, contrariando as normas recomendadas. Além disso, o sistema elétrico e o motor da embarcação desligaram subitamente após a partida, sugerindo o acionamento de uma trava de segurança que acabou sendo ignorada pelos responsáveis.

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A insistência em forçar a partida do motor, mesmo com os sinais de alerta do sistema, teria provocado o estouro fatal. No momento do incidente, Kelly e suas amigas estavam sentadas justamente sobre a área do tanque de combustível, localizada sob um sofá da embarcação.

O resgate rápido das vítimas foi realizado inicialmente por pilotos de motos aquáticas que navegavam nas proximidades. O grupo foi transportado até as margens, perto da ponte, onde recebeu os primeiros socorros das equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).

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Gravidade das queimaduras

A sobrevivente sofreu lesões de segundo grau nos membros superiores e inferiores, e deve dar continuidade ao tratamento médico em Goiânia. Outras duas passageiras receberam alta médica recente, apresentando ferimentos leves na região do rosto.

O CBMDF confirmou que as vítimas resgatadas apresentavam um quadro clínico com queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus, exigindo cuidados hospitalares imediatos e especializados.

Investigação e resgate

A Capitania Fluvial de Brasília, que realizava uma inspeção naval rotineira na região, avistou a fumaça e prestou apoio imediato. A embarcação transportava 15 turistas sob a condução de um marinheiro habilitado. O Instituto de Criminalística realizou a perícia técnica para determinar as causas exatas do sinistro.

Posicionamento da empresa responsável

A Very Náutica, responsável pelo passeio, divulgou uma nota prestando solidariedade e apoio às famílias. A companhia declarou estar em orações pela rápida recuperação dos feridos e informou que a lancha, ano 2015, possuía documentação regularizada e todos os itens de segurança exigidos por lei.

O grupo de turistas goianos havia viajado a Brasília para passar o fim de semana e não se conhecia previamente. Agora, além do inquérito da Marinha, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) conduz as investigações criminais para esclarecer as responsabilidades pelo ocorrido.

FONTE/CRÉDITOS: Fernanda Cavalcante