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Cinco mestrandos do Distrito Federal avançaram para a etapa final do Geneva Challenge 2026, uma competição internacional realizada na Suíça. Formado por alunos da Universidade Católica de Brasília (UCB) e da Fundação Getulio Vargas (FGV), o grupo desenvolveu uma proposta inovadora para aumentar a transparência das condições de trabalho em plataformas como Uber e iFood.

O projeto sugere que as empresas de tecnologia enviem dados operacionais periodicamente ao governo. A medida permitiria acompanhar indicadores como remuneração média, tempo de espera por corridas ou entregas, total de horas trabalhadas e as regras algorítmicas que definem a distribuição de serviços.

Com esse acompanhamento constante, o poder público poderá identificar com mais eficiência situações abusivas, incluindo jornadas exaustivas, ganhos abaixo do esperado e bloqueios arbitrários de profissionais nas plataformas digitais.

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Única representante da América Latina no evento, a equipe brasiliense destaca que os aplicativos geram autonomia e renda, mas defende que o monitoramento contínuo é essencial para garantir direitos básicos aos trabalhadores do setor.

Quem são os finalistas

  • Lucas Guimarães de Souza, mestrando em Economia na FGV
  • Isabela Gonçalves da Rosa, mestranda em Economia na FGV
  • Karina Eskalaty Cardoso Melgaço Lacerda, mestranda em Inovação em Comunicação e Economia Criativa na UCB
  • Eduardo Munhoz Leite, mestrando em Economia na FGV
  • Fernando Aldeia Loureiro, mestrando em Economia na FGV

Como funciona a prestação de contas

A proposta prevê a criação do Platform Accountability Report, um relatório periódico composto por 20 indicadores de fiscalização. Seriam avaliados pontos como proteção social, clareza dos contratos e representação dos trabalhadores.

Em vez de depender apenas de denúncias ou fiscalizações pontuais, a gestão pública teria acesso a informações contínuas. O plano prevê um projeto-piloto no Brasil antes de expandir o modelo para outros países interessados em regulamentar o trabalho por aplicativo.

FONTE/CRÉDITOS: Fernanda Cavalcante