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Um estudo publicado na revista Science no dia 6 de agosto apontou que os açúcares e carboidratos desempenharam um papel tão decisivo na evolução humana quanto o consumo de carne. A pesquisa explica que itens como frutas e mel garantiram a energia necessária para expandir o cérebro dos nossos ancestrais ao longo de milhões de anos.
Energia indispensável para o cérebro
O cérebro humano exige uma quantidade expressiva de energia para funcionar, sendo a glicose a sua principal fonte de combustível. De acordo com os cientistas, esse composto vital era obtido majoritariamente por meio de uma alimentação composta por carboidratos.
Ao analisarem dados corporais e cerebrais de um período de aproximadamente 4 milhões de anos, os autores estimaram que os açúcares naturais representavam entre 20% e 35% da energia ingerida. Essa carga calórica sustentou não apenas a expansão cerebral, mas também um corpo cada vez mais ativo.
Dieta ancestral além da carne
Embora o consumo de proteína animal tenha sido essencial, os pesquisadores afirmam que ele não explica sozinho as transformações humanas. Como a síntese de glicose a partir de gorduras e proteínas pelo organismo é limitada, o acesso direto aos açúcares foi determinante.
Com o passar do tempo, o domínio do fogo e o cozimento de alimentos permitiram a inclusão de fontes de amido na rotina, aumentando ainda mais a oferta de carboidratos.
A oscilação na oferta de alimentos doces ao longo do ano também influenciou a busca por comida. Além disso, a própria adaptação metabólica do corpo humano à glicose reforça como o equilíbrio de diferentes fontes de energia permitiu o desenvolvimento de um cérebro mais complexo.
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